“A Arca de Nina” no Parque das Ruínas

Foto: Carla Barros

“A Arca de Nina”, peça infantojuvenil dirigida pelas artistas Flávia Lopes e Marise Nogueira, parceiras do Atelier Gravulo (espaço de pesquisa e criação da máscara cênica e outras formas animadas), conta a história de Nina, uma intrépida e tímida menina de oito anos que vive no porão de sua casa e faz amizade com uma lagartixa que sonha em ser cineasta, que a leva para uma jornada cinematográfica sobre a complexa vida dos adultos, tão incompreendida pela garotinha. Vídeos, máscaras, formas animadas e bonecos compõem uma mistura de linguagens para apoiar a narrativa e reforçar cada significado da dramaturgia de Aline Macedo escrita em processo colaborativo.

A montagem estreia dia 27 de novembro, no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas em Santa Teresa, com sessões aos domingos, às 11h.

Representada por uma boneca manipulada em tamanho natural, Nina vive as aventuras da sua imaginação de dentro do porão de sua casa, onde se recusa a sair, e usa o pseudônimo de Comandante Anouk Velásquez. Ela planeja construir uma arca bem grande para fugir com todos os bichos do mundo e ficar bem longe dos adultos e seus problemas, fazendo uma alusão ao Peter Pan e, quem sabe, evitar a dor do crescimento. Inconformada por não poder ter bichinhos de verdade, ela mesma confecciona seus animais de estimação com tudo que encontra pelo caminho.

Sua mãe, interpretada pelas pernas da atriz Flávia Lopes, tenta de forma criativa ajudar a menina a “sair da caverna”, e dá a ela uma câmera de presente, para estimular Nina a se conectar com o mundo fora do porão.

Nina acredita que o presente é um bichinho de estimação, e ao descobrir que se trata de uma câmera de filmar, fica muito decepcionada, ao contrário de Larissa Coppola, a lagartixa adolescente estudante de cinema (vivida por Nina Krieger) que vive escondida no porão de Nina. Larissa se encanta com a oportunidade de usar a câmera para fazer seus filmes, e se revela para Nina. As duas começam uma grande amizade, inspirada nos quadrinhos Calvin e Haroldo.

Assim, elas fecham um acordo de ajuda mútua para realizar o voo da arca e um documentário de Larissa. A pequena grande lagartixa sabe que os mais interessantes personagens do mundo frequentam a casa de Nina: Dona Graça (Marise Nogueira), uma mulher que parece girafa; Seu Jackson (Tatiane Santoro), jacarezudo malandro carioca; Madame Merê (Flávia Lopes), com seu jeito gatuno de vilã de filme de terror; e o pobre gato Terêncio, sempre em apuros.

“O desejo de contar a história de Nina surgiu das reflexões e dos medos da infância, e do caminho para abrir as portas da timidez e enfrentar o mundo. Os relatos e experiências particulares do grupo ganharam forma através da dramaturgia de Aline Macedo em processo colaborativo”, afirma Flávia Lopes.

As mais diversas referências cinematográficas são mescladas à história: a mãe de Nina surge sempre com as pernas recortadas, uma homenagem ao universo dos desenhos animados infantis. Larissa Coppola foi criada a partir de Norma Desmond (Crepúsculo dos Deuses\1950) e Humphfrey Bogart (Casablanca\1942), dentre outros clássicos. Dona Graça, Madame Merê e Seu Jackson reinventam cenas dos filmes “Um Convidado bem Trapalhão (1968)”, “O Iluminado (1980)” e “O Baile (1983)”. O prólogo e o encerramento do espetáculo são contados por Nina Centenária (Flávia Lopes) e pelo robô Chico (boneco manipulado por Marise Nogueira e Nina Krieger), inspirado em “E.T. (1982)” e “Wall-E (2008)”.

“Somos de “espécies” diferentes mas estamos todos na mesma “Arca”. Queremos que as crianças e adultos da plateia se reconheçam de alguma forma dentro dessa história. A boneca Nina é inspirada em nossas lindas meninas negras que raramente têm a oportunidade de se verem representadas como protagonistas em cena”, finaliza Marise Nogueira.

Sinopse

“A Arca de Nina” é uma peça de teatro infantojuvenil sobre uma menina de oito anos que escolheu viver num pequeno mundo inventado no seu porãozinho. Nina confecciona seus próprios bichinhos de estimação, já que ela não pode ter um. Ela está construindo uma arca para levar embora todos os animais e ficar bem longe dos adultos. A mãe de Nina é uma doçura e presenteia a filha com uma câmera para registrar suas aventuras na arca. O equipamento atiça Larissa, uma lagartixa estudante de cinema que mora no porão. Então começa a brincadeira.

Serviço

‘A Arca da Nina’

Temporada: 27 de novembro a 18 de dezembro de 2016

Dia\hora: domingos às 11h.

Ingresso: R$ 30,00.

Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas

Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa

Telefones: 21 2215-0621 | 21 2224-3922

Capacidade: 60 lugares

Faixa Etária: livre

Bilheteria: domingos a partir das 10h.

Fica técnica:
Dramaturgia em processo colaborativo: Aline Macedo

Direção: Flávia Lopes e Marise Nogueira
Interpretação e manipulação: Flávia Lopes, Marise Nogueira, Nina Krieger e
Tatiane Santoro
Direção Musical: Wagner Barreto
Direção de Manipulação: Marcio Nascimento
Direção audiovisual e designer: Guilherme Fernandes
Cenários: Tuca
Figurino: Cris Muñoz
Adereços: Juliana Mangorra
Criação e confecção de Mascaras e bonecos: Flávia Lopes e Marise Nogueira

Supervisão de confecção da boneca Nina: Maria Adélia
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Produção: Pagu Produções Culturais.

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues\Aquela que Divulga.

Preparação vocal: Verônica Machado.

Terapeuta corporal: Viviane Vargas

Gravação de trilha sonora: Nina Krieger e Wagner Barreto.

Músicos: Leonardo França, Raphael Freitas, Lis Santos, Dí Luthigardes e Aline Macedo.

Fotos: Rodrigo Menezes e Carla Barros

 

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