A caverna no Teatro Municipal Serrador

Foto: Renato Manglin

“Muitos textos e novos autores vêm à minha procura. Leio todos. E posso dizer: salvam-se poucos. É muito difícil escrever para teatro, eu que o diga! Sou um autor bissexto e deparar com um bom texto escrito por um jovem autor é como achar uma agulha no palheiro. Essa agulha se chama Gabrielle Farias”, afirma Marcos Caruso, que supervisiona dramaturgia e direção de “A Caverna”, primeiro espetáculo da dramaturga, dirigido por Bruno Heitor, integrante da Cia Quatrupe. “A Caverna faz curta temporada no Teatro Municipal Serrador de 06 a 28 de junho, às terças e quartas, às 19h30. “Queríamos encenar textos autorais, então eu e Bruno Heitor reunimos nossas forças na “Quatrupe” para poder dizer o que nossa alma gritava através da arte”, conta Gabrielle. No elenco, além da autora e do diretor estão os atores FifoBenicasa e Ingrid Counte.

A Cia Quatrupe é formada por Gabrielle e Bruno Heitor, profissionais das artes cênicas, que se juntaram através da necessidade de fazer teatro. Os atores FifoBenicasa e Ingrid Counte foram convidados para a encenação. Com música, sonoplastia e uma ambiência que fará com que o espectador se sinta dentro da situação proposta, a peça busca trazer a reflexão acerca de perguntas como: Até onde vai o comportamento ético? Que valor é mais pertinente quando se está numa situação limite, a civilidade ou a sobrevivência? Qual é a linha que separa o certo do errado?

A peça conta o drama de quatro amigos, Anna, Miguel, Rebeca e Franco que, após um desabamento, ficam presos numa caverna subterrânea e terão de sobreviver a condições físicas e psicológicas extremas. Sempre à espera do quinto alpinista, que ficou para trás no meio da trilha, eles têm na equipe de resgate sua única esperança. Através das situações de estranhamento, o público tentará elaborar um julgamento a respeito dos valores apresentados em cena. “A gente não sabe como é o nosso comportamento em um lugar onde não há mais regras impostas. Acho que é aí que a nossa verdadeira essência aparece. A partir desses conflitos gerados, o público tem a oportunidade de se perguntar o que faria se tivesse no lugar daquelas pessoas. Essa interação do público que me interessa. Esse olhar pra si”, comenta a autora Gabrielle.

Com direção musical de Ricco Vianna, a peça conta com uma trilha sonora totalmente original. “O processo de criação foi incidental, ou seja, a trilha foi criada em cima dos personagens, do conflito de cada um”, revela Ricco. A fim de reproduzir ao máximo a ambiência da caverna, é utilizada uma sonorização surround e som dolby digital 5.1. Completando a proposta cênica, a iluminação e a cenografia, ambas assinadas por Paulo Denizot, criam uma atmosfera do desconhecido e misterioso caminho trilhado pela narrativa utilizando, fundamentalmente, os recursos de uma iluminação chiaroscuro (claro e escuro).

SERVIÇO

Local: Teatro Municipal Serrador
Endereço: Rua Senador Dantas, nº 13, Centro
Telefone:(21) 2220-5033
Temporada: De 06 a 28 de junho
Dias e horários: terças e quartas às 19h30
Preço: R$ 40,00 (inteira)/ R$20,00 (meia)
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

FICHA TÉCNICA
Texto: Gabrielle Farias
Direção: Bruno Heitor
Supervisão de dramaturgia e de direção: Marcos Caruso
Elenco: Bruno Heitor, Fifo Benicasa, Gabrielle Farias e Ingrid Counte
Direção musical: Ricco Vianna
Iluminação e cenário: Paulo Denizot
Figurinos: Hugo Leão
Assistência de direção: Luísa Pitta
Programação visual: Bruno Heitor
Fotos / programação visual: Vinícius Mochizuki
Fotos / cena: Renato Mangolin
Consultoria em produção cultural: CultConsult
Produção e Realização: Cia Quatrupe

 

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