A vida passou por aqui no Teatro Café Pequeno

Foto divulgação

A peça conta a história de uma profunda e sólida amizade entre uma mulher e um homem de estratos sociais diferentes – Silvia (Claudia Mauro), professora e artista plástica, que viveu grande parte da vida às voltas com as crises em seu casamento e um enorme sentimento de solidão, e Floriano (Édio Nunes), boy e faxineiro, de hábitos simples e inteligente por natureza, que sempre levou sua vida com leveza e bom humor. Depois de quase meia década de convivência, Silvia é uma mulher solitária que se recupera de um AVC, e Floriano o único amigo ainda presente. Aos poucos, ele contagia Silvia com sua alegria de viver e senso de humor, que acabam devolvendo a saúde e os movimentos à amiga. Juntos, se divertem e rememoram os altos e baixos de quase 50 anos de amizade.

 DE COMO NASCEU ESTE TEXTO

“Então, a vida passou por mim e disse: ‘Chegou a hora. Seus pais sairão de cena. Agora é com você, sua vez.’ Pausa. Em meio à mudança de casa da minha mãe – que havia sofrido um AVC – encontrei uma caixa cheia de agendas, que ela escrevia como diários. Estava ainda fazendo o “luto” daquela mãe – que corria atrás dos meus filhos, com uma energia vital incrível – e me acostumando com uma mãe numa cadeira de rodas, que ora me olhava profundamente, ora com distância, ora muito lúcida, ora bastante esquecida. Tive uma súbita inspiração e me lembrei de uma história linda entre ela e um grande amigo. Desandei a escrever um texto sobre amizade. Liguei para o meu pai e mandei as primeiras páginas escritas. Em alguns minutos ele me retornou e disse: ‘Filhota, você é boa de diálogos, hein? Vai em frente!’ E eu fui… Mais algumas páginas, alguns dias no computador, e veio a notícia. Dessa vez, meu pai. Partiu. Tomando vinho com os amigos, rindo e feliz, como ele queria e merecia. Então, recomecei… e a história de amizade virou uma história para contar tantas outras histórias… Histórias de amor, de dor, de perdas e alegrias, histórias de família e de tantos personagens da minha vida.”, conta Claudia Mauro.

 A MONTAGEM

“Em 20 anos de amizade com a Claudia (Mauro), pude conhecer e conviver de perto com a sua família. Através dessa observação tão íntima, pude conduzir de forma delicada este texto sensível e emotivo, que resgata uma parte dessa história familiar. Minha intenção é levar o público para dentro deste universo poético – e ao mesmo tempo realista – da maneira mais sincera, verdadeira e simples.”, afirma Alice Borges.

 A montagem estrutura-se nas idas e vindas entre passado e presente. Valendo-se basicamente do trabalho corporal e pequenas mudanças nos acessórios, os atores passeiam por quatro décadas – dos anos 1970 até os dias de hoje, e por todas as mudanças em suas vidas.

 A trilha sonora acompanha a linha do tempo, desfilando um repertório variado e icônico que vai de João Bosco a Martinho da Vila, passando por Bill Haley & His Cometse o legendário “Rock Around The Clock”. As mudanças nos figurinos se revelam, sutis, nos detalhes e acessórios – as roupas se transmutam ao invés de ser efetivamente trocadas. O cenário divide o palco em uma área de sentar, ocupada por um pequeno sofá, e uma outra área que pode ser uma sala, um escritório ou uma mesa de bar. Os ambientes também transitam entre passado e presente através dos elementos adicionados pelos atores.

 RELAÇÃO DE MÚSICAS

Canta canta, minha gente(Martinho da Vila)

Pequeno Burguês(Martinho da Vila)

Kid Cavaquinho(João Bosco)

Vai levando(Chico Buarque e Maria Bethânia)

Eu hein, Rosa(Elis Regina)

Novo Tempo(Ivan Lins)

Pelas Tabelas(Chico Buarque)

Rock Around The Clock (Bill Haley & His Comets)

 Ficha Técnica:

Texto: Claudia Mauro

Direção: Alice Borges

Diretor Assistente: Marcos Ácher

Elenco: Claudia Mauro e Édio Nunes

Cenografia: Nello Marrese

Figurinos: Ana Roque 

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros 

Trilha Sonora: Claudio Lins

Pesquisa Musical: Patricia Mauro  

Coach: Larissa Bracher

Supervisão de Movimento: Paula Águas

Coreografias: Édio Nunes  

Atriz Stand in: Renata Paschoal

Assistente de Produção: Luciana Sales 

Assistente de Cenografia: Maria Stephania  

Assistente de Figurino: Luiz Ikki 

Costureira/Modelista: Ateliê Fátima Leo 

Designer Gráfico: Marcos Ácher 

Fotos: Dalton Valério

Coordenador administrativo Financeiro: Sandra Pedroso

Contabilidade: LCG Assessoria

Produção Executiva: Janaina Santos

Produtoras Associadas: Alice Borges e Claudia Mauro

Produção: Forte Filmes

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

 CLAUDIA MAURO – autora e atriz

Atriz e bailarina, Cláudia Mauro estreou no teatro profissional em 1981. 

 No teatro, destacam-se “Salve Amizade”, de Flávio Marinho; “Bodas de Papel”, de Maria Adelaide Amaral; “Caixa Dois” e “A Flor do Meu Bem Querer”, de Juca de Oliveira e direção de Fauzi Arapi e Naum Alves de Souza, respectivamente; “Nada de Pânico” (Noises Off), tradução e adaptação de José Almino, com direção de Enrique Diaz, Marco Nanini e Guel Arraes; “OFF”, de Manoel Carlos; “Da Vida das Marionetes”, adaptação do filme homônimo de Ingmar Bergman, com direção de Guilherme Leme; “Eu e Ela” de Guilherme Fiúza com direção de Ernesto Piccolo. Ainda no teatro, trabalhou com Bibi Ferreira em “DNA, nossa Comédia” e José Possi Neto nos musicais “O Baile”, “Cabaré Melinda” e “Randevu do Avesso”, os dois últimos de sua autoria. 

 No cinema, trabalhou com Luiz Carlos Lacerda nos longas “For All” e “Viva Sapato”; com Paulo Cesar Saraceni em “O Viajante”; com Roberto Talma em “Minha Vida em suas Mãos”; com Maria Leticia em “O Amigo Invisível”; com Jorge Moreno na comédia Acredite, um espírito baixou em mim – ao lado de Marilia Pera – e com Geraldo Magalhães em “Amor Perfeito”, onde vivia a protagonista. Participou também dos curtas “Tangerine Girl” – com passagem pelo Sundance Festival – e “Cinema é uma Paixão” – curta mineiro premiado no Festival de Tiradentes no ano de 2000. Recentemente fimou o longa “Uma Fada Veio me Visitar”, com direção de Daniel Filho e Cris D`Amato, em circuito no momento.

 Em 1990 participou da Oficina de Atores da TV Globo, sendo convidada para o humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”, como a personagem D. Capitu. Atuou em novelas e programas da TV Globo como “História de Amor”, “Por Amor” e “O Beijo do Vampiro”. Suas últimas atuações na TV foram na novela “Em Família”, de Manoel Carlos, em 2014, e na série “Romance Policial Espinosa”, no GNT, em 2015. Recentemente gravou  a série “Sem Volta” – uma coprodução da Panorâmica com a Chatrone Productions, produtora americana – com estreia prevista para o início de 2017 na Rede Record e Fox.

 Como Autora 

Claudia começou a escrever em 1988, após retornar de uma temporada em Londres, onde participou de algumas oficinas de teatro, dança e criação literária, quando tinha apenas dezoito anos. Na sequência, cursou a Faculdade de Letras na PUC / RJ e participou do workshop “O roteiro cinematográfico”, com Luiz Carlos Lacerda, e da “Oficina de criação de roteiro para TV”, com Luiz Carlos Maciel, na Casa da Gávea. Seu primeiro texto encenado, o musical “Cabaré Melinda”, teve boa repercussão e desdobramentos, ganhando uma segunda montagem em julho de 2013, revisada, com o nome de “Randevu do Avesso”. Recentemente associou-se a Lapilar Produções Artísticas e produziu o piloto da série “Maravilla”, de sua autoria em parceria com o ator Édio Nunes.

 ALICE BORGES – diretora

Alice Borges começou sua carreira em 1977 e já atuou em variados espetáculos como atriz, cantora e bailarina. Entre as peças teatrais, destacam-se “Algemas do Ódio”, “MacBeth”, “Salve Amizade”, “Bodas de Papel”, “Theatro Muzical Brasileiro”, “A Maldição do Vale Negro”, “A Gente Se Ama”, “Eu Sou O Samba”, “O Baile”, “Era no Tempo do Rei”, “Tango Bolero e Chachachá”, “Zé Trindade”, “Timon De Atenas”, “Bilac Vê Estrelas”, entre outras. Trabalhou com os diretores Miguel Falabella, José Wilker, Amir Haddad, Antonio Pedro, Flavio Marinho, Stela Miranda, Luiz Arthur Nunes, José Possi Neto e João Fonseca.

 Na televisão participou de programas como a minissérie “Labirinto”; as novelas “Desejos de Mulher”, “Malhação”, “I Love Paraisópolis” e programas de humor como “Chico Anysio Show”, “Escolinha do Professor Raimundo”, “A Diarista” e “Zorra Total”.

 No cinema atuou nos longas “Amélia”, de Ana Carolina; “Histórias do Olhar”, de Isa Albuquerque; “De Pernas Para o Ar 2” e “Loucas Para Casar”, de Roberto Santucci; “Abismo Prateado”, de Karim Aïnouz, entre outros.

 Alice também participou de espetáculos na função de assistente de direção, como “Futuro do Pretérito” com Lilia Cabral e “Porcelana Fina” com Vera Fischer, e durante 4 anos fez parte do grupo de teatro da UERJ (TUERJ), ministrando oficinas de expressão corporal e interpretação. Como produtora realizou o musical “Randevu do Avesso” em 2013, no qual participou também como atriz e codiretora do espetáculo.

 Pelo espetáculo “Salve Amizade”, de Flavio Marinho, foi indicada aos Prêmios SHELL, SHARP E MAMBEMBE de 1997 como Melhor Atriz. Neste mesmo ano ganhou o Prêmio MAMBEMBE de Atriz Coadjuvante Infantil pelo espetáculo “Papagueno”. Em 1991 ganhou o Prêmio SATED de Atriz Revelação pelo espetáculo “Três Por Dois” e de Melhor Atriz Infantil pelo espetáculo “A Sereiazinha”, pelo qual também foi indicada ao Prêmio COCA-COLA. Em 2015 recebeu indicação ao Prêmio CESGRANRIO de Melhor Atriz em Musical por “Bilac Vê Estrelas”.

 ÉDIO NUNES – ator

Ator, cantor, bailarino, coreógrafo, escritor e diretor, Édio começou a sua trajetória com a Cia Aérea de Dança em 1990. Formou-se em Teatro (Licenciatura Plena) pela Universidade do Rio de Janeiro (UniRio), onde fez pós graduação em teatro musicado. Estudou canto na Escola de Música Villa Lobos. Atualmente, dirige a Trupe Real em Cena e leciona teatro na Liceu Escola de Dança.

 Édio atuou em importantes musicais brasileiros, participando de algumas turnês internacionais. Trabalhou com Miguel Falabella em “Império” e “South American Way”; com Stella Miranda em “Petralha”, sobre a vida de Nelson Gonçalves; e “Crioula”, baseada na vida de Elza Soares; com Adelia Sampaio em “Dois Nego e uma branca”; com Aderbal Freire-Filho em “Estatuto de Gafieira” e “Orfeu da Conceição”; com Pedro Paulo Rangel em “Um Homem Célebre”; com Paulo Betti em “Uma Canção Brasileira”; com Daniel Herz em “Geraldo Pereira, um escurinho brasileiro”; e com José Possi Neto em “O Baile”, “Cabaré Melinda” e “Randevu do Avesso” – nos dois últimos assinou também codireção, coreografia e colaboração de texto.

 Recentemente participou como ator e diretor de movimento nos musicais “Sambra”, com Diogo Nogueira; “Politicamente Incorretos – Uma revista do Ano” – de Ana Velloso, e na trilogia infantil “Sambinha”, “Bossa Novinha” e “Forró Miudinho”, indicada ao prêmio Zilka Salaberry de Menção Honrosa em 2016.

 Dirigiu os musicais “Noel Rosa –  O Feitiço da Vila”, “Teatro do Absurdo”, “Mulheres Dramáticas”, “Chá das 5”, “Romeu e Isolda” e, mais recentemente, “Satã” – monólogo musical com Leandro Melo – e “Lapinha” – indicado aos Prêmios APTR e Shell de Direção Musical.

 Em 2014, associou-se a La Pilar Produções artísticas e produziu com a atriz Cláudia Mauro o piloto da série “Maravilla”, da qual assina o argumento.

 RENATA PASCHOAL – produtora

Atriz e empreendedora, cursou teatro no Conservatório Carlos Gomes, em Campinas, e no ano seguinte, no Centro de Pesquisas Teatrais – CPT, com o diretor Antunes Filho. Em 2001, mudou-se para o Rio de Janeiro e estudou teatro no Tablado, com o diretor Bernardo Jablonski. Um mês depois, já integrava profissionalmente os espetáculos “O Morto do Encantado” de Oduvaldo Vianna Filho, “Maroquinhas Fru-Fru” de Maria Clara Machado e “Eu, Henrique Vianna….” (adaptação do clássico “O Apanhador nos Campos de Centeio”), ambos com a direção de Jablonski (considerados os melhores espetáculos do ano pelo jornal “O Globo” e pela revista “Veja”).

 Em 2003, assumiu seu primeiro empreendimento, produzindo o espetáculo “Z.É. (Zenas Emprovisadas)”. Em 2004, recebeu o convite do autor e diretor Domingos Oliveira para produzir o monólogo “Profissão Ancora” que, no ano seguinte, daria origem ao filme “Carreiras”. A partir de “Carreiras”,  sucesso de crítica e vencedor de diversos prêmios, tornou-se precursora em realizar filmes de baixo orçamento.

 Em 2007, fundou a FORTE FILMES, uma produtora de teatro, cinema e televisão, onde produziu os filmes “Juventude”, com Paulo José, e o documentário “Domingos”, de Maria Ribeiro, ambos aclamados pela crítica e vencedores de diversos prêmios. 

 Prestou assessoria às produções dos documentários  “Simonal – ninguém sabe o duro que dei” de Claudio Manoel e “Los Hermanos – este é apenas o fim do começo de nossas vidas” de Maria Ribeiro.

 Produziu e atuou nos espetáculos: “Confronto”, de Domingos Oliveira, baseado no livro Elite da Tropa, “A Mais Forte” de Strindberg e no sucesso de público e crítica “A Lição e A Cantora Careca” de Ionesco, ao lado de Nelson Xavier, Cecil Thiré e Thelma Reston, com direção de Camilla Amado. 

 Assinou mais de 20 produções teatrais, entre eles os espetáculos “Largando o Escritório”, “Do Fundo do Lago Escuro”, “Um Coração Fraco” e “Turbilhão”.

 Atuou em novelas como “Malhação”, “A Lua Me Disse”, “Prova de Amor” e “Mutantes”, além de participações nos filmes de Domingos Oliveira. Em televisão produziu a série de entrevistas “Todos os Homens do Mundo”, “Swing” e “Coisas pelas quais vale a pena viver”.  Ao todo foram mais de 200 programas de entrevistas exibidos pelo Canal Brasil.

 Produziu e distribuiu o premiado filme “Infância”, protagonizando por Fernanda Montenegro. Vencedor de 4 Kikitos e do Prêmio de Melhor Filme da Academia Brasileira de Cinema. 

 Produziu e atuou na peça “Eu e Ela”, de Guilherme Fiúza e direção de Ernesto Piccolo, com Claudia Mauro.  A peça ficou um ano em cartaz nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

 Coproduziu a cinebiografia de um dos maiores e mais polêmicos cantores da MPB – “Simonal”, com Fabricio Boliveira e Isis Valverde, em fase de finalização. Seu trabalho mais recente no cinema  é o longa “Barata Ribeiro 716”, de Domingos Oliveira, com Caio Blat e Sophie Charlotte, que conta a história da boemia carioca de 1963, uma visão diferente sobre a juventude que antecede o golpe militar. Vencedor dos Prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante e melhor Trilha Sonora no 44º Festival de Cinema de Gramado. 

 Nos últimos três anos a produtora tem atuado também no mercado de distribuição, lançando comercialmente em salas de cinemas os filmes “Primeiro Dia de Um Ano Qualquer”, “Paixão e Acaso”, “Infância” e “BR716”

 Atualmente prepara-se para atuar e produzir seu primeiro musical, sobre a história da bailarina Marieta Baderna, com direção de José Possi Neto e coreografias de Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus; e estreia a “A Vida Passou Por Aqui”, projetos que nasceram da parceria com a atriz e autora Claudia Mauro. Em breve estreia como atriz e produtora da peça “Quando eu ia me Esquecendo de Você”, de Maria Silvia Camargo e Julia Spadaccinni.

Serviço:

Dias, horários e valores:
Sexta às 20:00 – R$ 40,00 (Valor inteira)
Sábado às 20:00 – R$ 40,00 (Valor inteira)
Domingo às 20:00 – R$ 40,00 (Valor inteira)

Duração: 90 minutos

Temporada:
De 05/11/2016 Até 18/12/2016

Contato:
(21) 2294-4480

Classificação:
12 anos

Gêneros:
Comédia / Drama

Teatro Café Pequeno

Av. Ataulfo de Paiva , 269 – Leblon

Telefone: (21) 2294-4480

 

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