Ação popular da ciclovia Tim Maia não será extinta, diz vereadora após intimação

A vereadora Maria Teresa Bergher, atual secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, garantiu hoje (31) que vai comunicar ao juiz Marcello Alvarenga Leite, da 9ª Vara de Fazenda Pública da capital, a decisão de levar até o final a ação popular contra o ex-prefeito Eduardo Paes e os engenheiros responsáveis pelo projeto da ciclovia Tim Maia.

 O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro havia divulgado hoje que o juiz do caso intimou a vereadora Maria Teresa Bergher a dar andamento à ação popular, sob pena de extinção do processo por abandono da causa. No dia 21 de abril do ano passado, um trecho da ciclovia desabou, matando duas pessoas: o engenheiro Eduardo Marinho de Albuquerque e o gari Ronaldo Severino da Silva. A ciclovia liga os bairros de São Conrado e Leblon, na zona sul da cidade.

“Recuar dessa ação é um desrespeito à memória das duas vítimas que perderam a vida naquela tragédia e às famílias que ficaram sem seus entes amados. O que ocorreu ali não foi um acidente causado pela natureza, mas a soma de erros de projeto com o açodamento eleitoral. Como pode uma obra que custou R$ 45 milhões do contribuinte desmoronar e ninguém responder por isso? Vou até o fim para que cada um responda à Justiça”, afirmou Teresa Bergher.

Além do ex-prefeito carioca, são réus do processo 0136840-53.2016.8.19.0001 o município do Rio de Janeiro, a companhia Concremat Engenharia e Tecnologia S/A, o Consórcio Contemat-Concrejato e os engenheiros Marcello José Ferreira Carvalho, Ioannis Saliveiro Neto e Hercules Bruno Neto.

Agência Brasil

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