Amor por contrato

Hoje tenho a colaboração de Nycole Reif – minha aluna em uma pós-graduação – que nos fala do filme Amo por contrato, lançado em 2010 e que tem seu enredo baseado na família Jones, a “perfeita família americana”.

“Os Jones tem a vida perfeita: casamento magnífico, filhos maravilhosos, casa e rotina de luxo. Aparentemente. Na verdade, os componentes dessa família são funcionários de uma empresa de marketing que decide enquadrar famílias fictícias em num contexto de vida “normal” para alavancar o mercado de luxo.

Como era de se prever, a família Jones logo se torna uma ditadora de tendências na comunidade que os rodeia. Todos os vizinhos e pessoas próximas querem ter uma vida como a deles, e a forma mais próxima de concretizar isso é consumindo o que eles consomem o que representa o estilo de vida dos Jones. Com os membros dessa “unidade familiar” aumentando a porcentagem de participação no crescimento de vendas das marcas e produtos que colaboram para a existência desse tipo de marketing, vemos as tensões que os envolvem crescendo na mesma proporção, acarretando no suicídio de um dos personagens mais afetados pelo desejo de levar o mesmo estilo de vida dos Jones.

O comportamento do consumidor é um dos fatores da Publicidade que é realçado na história deste filme. A maneira como os Jones absorvem os nichos de mercado dentro da faixa etária e posição social do target de cada integrante desta “família” com o intuito de promover o crescimento dos seus lucros é o que demonstra que a empresa LifeImage, para qual eles trabalham, compreendeu como falar com o público de cada segmento. Sendo assim, o enredo aborda como as pessoas almejam itens que as façam obter status e buscar afirmação pessoal.

O filme explicita como o consumo conduz uma criação de identidade e autoafirmação dentro da sociedade. Partindo deste princípio, a sociedade do consumo não é uma questão sobre a oferta e demanda da produção capitalista, ela contribui como formadora da subjetividade do indivíduo dentro do seu grupo social.

A maneira como cada um dos Jones se torna um formador de opinião, no que diz respeito ao mercado de luxo dentro daquele subúrbio americano, e excitam todos que estão nesse meio a consumirem o que eles consomem para ser como eles, discursa sobre como TER e SER se apresentam de forma tênue dentro de uma sociedade do consumo. Em diversas cenas do filme, vemos como eles realizam essa estratégia de marketing pessoal. Um exemplo disso é quando realizam reuniões em casa para mostrarem os novos produtos para os convidados. As pessoas que estão em volta da família começam a almejar e consumir o mesmo que eles, ou seja, o mesmo estilo luxuoso de vida”.

Joias Nativas

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