Arena Carioca 2 do Parque Olímpico será reformada até novembro, diz AGLO

Foto: Rio Mais/Angular Fotos

A Arena Carioca 2 do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, será totalmente reformada até novembro deste ano, para se transformar em centro de treinamento poliesportivo. A afirmação foi feita hoje (4) pelo presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), Paulo Márcio Mello.

A arena foi palco das competições de judô, esgrima, luta greco-romana e luta livre nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e de bocha nos Jogos Paralímpicos. Das quatro arenas do Parque Olímpico sob gestão da AGLO, foi a única que não recebeu nenhum evento.

Segundo Mello, a Arena 2 será alugada em setembro, junto com a Arena 1, para os eventos ComicCon Experience e Game XP, que acontecerão paralelamente ao Rock in Rio no próximo mês. 

“O dinheiro que vamos arrecadar pela locação desse espaço será inteiramente voltado para o aperfeiçoamento da Arena 2, que será o treinamento. Não quero dinheiro na minha conta [da AGLO]. Quero dinheiro transformado em benfeitorias para o legado”, disse.

De acordo com Mello, a AGLO já firmou acordos com as confederações Olímpica (CO B) e Paralímpica brasileiras (CP B) , além da Confederação Brasileira de Clubes, para que as arenas sejam utilizadas em treinamentos e preparações de atletas de alto rendimento. A Arena 2 poderá ser usada para vários esportes, como judô, lutas, badminton, esgrima e ginástica.

Também já foi firmado um acordo com a Federação de Ciclismo do Rio de Janeiro para uso do Velódromo como centro de treinamento para as modalidades de ciclismo de pista. Os atletas estão treinando no local às terças, quintas e sábados. No entanto, os treinamentos precisaram ser interrompidos devido ao incêndio que destruiu o teto da arena no último final de semana.

Além do uso das arenas para treinamento de esportes de alto rendimento, a AGLO está apostando também em eventos. Segundo informação da AGLO, nove eventos já foram realizados em suas arenas no Parque Olímpico e 17 já estão confirmados. Outros 40 estão para se confirmados, de acordo com Mello.

Já na área de Deodoro, onde a AGLO administra, junto com o Exército, cinco arenas, foram mais de 40 eventos realizados neste ano.

Em evento sobre legado olímpico hoje na Universidade Santa Úrsula, Mello negou que as arenas tivessem sido abandonadas depois dos jogos e que foram necessários cinco meses, entre setembro de 2016 e fevereiro deste ano, para que as instalações provisórias, como as arquibancadas temporárias, fossem retiradas das arenas.

Por isso, os primeiros eventos pós-Jogos só foram realizados a partir de fevereiro e março nas arenas sob gestão da AGLO. Apesar disso, ele criticou o fato das autoridades não terem feito um plano de legado há mais tempo. Segundo ele, o primeiro plano só foi feito no primeiro semestre de 2016, pouco antes dos Jogos.

Para o presidente da AGLO, houve um erro, por exemplo, ao apostar todas as fichas em parcerias público-privadas. “Não fizeram um plano B. Hoje me vejo numa situação de lutar contra o tempo. O que eu construí até agora poderia estar muito melhor e muito mais bem aperfeiçoado se tivessem tido, lá atrás, a responsabilidade de criar um plano de legado mais consistente”, disse Mello. 

Segundo Mello, a AGLO foi criada, em março deste ano, justamente porque a prefeitura do Rio de Janeiro, que inicialmente teria responsabilidade por todo o Parque Olímpico, não conseguiu firmar parcerias público-privadas para a maioria das arenas e, por isso, passou as Arenas 1 e 2, Velódromo e Centro de Tênis para a União.

Agência Brasil

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