Arrastapé de Cabaré

Foto: Ricardo Lilica

 Evento que marcou época para admiradores de Forró pé de serra no Rio de Janeiro, o Arrastapé de Cabaré, festa que reuniu grandes trios do ritmo nordestino no Cabaret Kalesa, volta à casa depois de quatro anos de hiato. Com poucas mudanças, o Arrastapé de Cabaré aporta na Kalesa dia 05 de novembro, sábado, às 22h, com apresentações de peso: Severo Gomes – comemorando quarenta anos de carreira – e o Trio Dona Zefa, além do DJ Messias nos intervalos.

 O Arrastapé de Cabaré nasceu de uma idéia dos produtores Flávio Mayrink e Pedro Nogueira, esse último da Forró Brasil Produções. A dupla fez do evento um sucesso, atingindo uma média de público de quinhentas pessoas por edição, mensal, sempre aos sábados. Nessa nova encarnação a festa chega comandada pela Milenar Produções, de Alexandre Suárez, gestor das carreiras de Armandinho e da banda Braza (ex forfun), em parceria com o idealizador original Flávio Mayrink. O retorno chega no mesmo formato, sempre no primeiro sábado do mês, seguindo a mesma linha musical do forró pé de serra, com baiões, xotes, e rojões, com trios autorais, e clássicos imortais de Gonzaga, Dominguinhos, e Jackson do Pandeiro, para citar alguns.  

 Atrações:

 Severo Gomes (Pedro Velho, RN)

Severo Gomes, natural de Cuité (Pedro Velho/RN) é compositor, cantor, e instrumentista – toca pandeiro, zabumba e triangulo – e um dos nomes de maior reconhecimento do forró pé de serra. Com quarenta anos de carreira, Severo aprendeu com seu irmão a tocar pandeiro aos sete, quando nem sonhava em trabalhar com música. Sua vida era no roçado. Ao completar dezessete anos fez as malas e foi morar no Rio de Janeiro, cidade que havia passado uns anos com a família uma década antes.  O começo de vida na Cidade Maravilhosa foi como pedreiro, mas logo tudo mudou. Pelas mãos de um sanfoneiro chamado José Niceu foi apresentado ao empresário Manoel Vidal, que o colocou como trianglista na casa de forró Banda Portugal, abrindo portas para seu segundo trabalho como músico, esse remunerado, na casa Xaxadão, na Ilha do Governador, como zabumbeiro. A partir desse momento, tudo mudou. Conheceu grandes nomes da música, como Dominguinhos, Osvaldinho do Acordeon, Marinês, Zé Calixto, Jackson do Pandeiro, e Noca do Acordeon, e ingressou de vez como profissional do forró. De cara começou acompanhando, por dez anos, o Rei dos 8 Baixos, Zé Calixto; Ingressou no grupo Nordestino do Ritmo, e também no Trio Som Brasil. Em paralelo acompanhava artistas como Dominguinhos, Abidias, e Marinês, entre muitos outros. Em 2001, criou o Trio Potiguá, sucesso por treze anos, com um CD lançado por ano. Em 2014 lançou-se em carreira solo com o CD de estréia Eu to de Boa. Durante esses quarenta anos dedicados à música, Severo angariou um currículo de respeito, contabilizando cinco vinis e vinte e seis Cds lançados, inúmeras apresentações Brasil afora, e também no exterior. Atualmente morando em Belo Horizonte, Severo desembarca no Rio para a apresentação do Arrastapé de Cabaré com repertório recheado de clássicos como “Nossa História”, “Trem Bom”, e “agitando a Rapaziada”, e composições próprias, para uma apresentação especial, comemorativa de quatro décadas de estrada.  

 Trio Dona Zefa (Campinas, SP)

Trio de forró que une o tradicional com o contemporâneo sem perder em qualidade. Usando os mesmos instrumentos do forró pé de serra original, o trio, composto pelos irmãos Murilo Ramalho na zabumba e Danilo Ramalho no vocal e triângulo, e por Tom Silva na sanfona, tem uma sonoridade particular, alcançada por essa mistura entre o clássico e o moderno. Com repertório de xotes, baiões, arrastapés e xaxados – tanto em releituras como em composições originais – o trio vem angariando um público cada vez maior por onde passa. E não são poucos os lugares por onde os rapazes levam seu gingado. Trio Dona Zefa vive hoje em movimento constante, tocando em praticamente todos os estados brasileiros e também no exterior, incluindo turnês pela Inglaterra, Noruega, Portugal, Itália, Suíça, Bélgica, Holanda, e Israel e Palestina. Com quatorze anos de carreira, quatro Cds, um DVD, um LP, e o prêmio de primeiro lugar no mais prestigiado festival de forró do Brasil, o FENIT (Itaúnas / ES), o Dona Zefa chega ao Rio para mostrar a mistura de tantas influências no Arrastapé de Cabaré, com repertório eclético e sonoridade própria.  

 DJ Messias (Rio de Janeiro – RJ)

Carioca com vinte anos de carreira, DJ Messias é um apaixonado por música e decidiu, desde o começo, investir no estilo musical pelo qual tem paixão, a música brasileira, com foco no forró. Deu certo. Hoje, Messias têm na bagagem apresentações nos melhores eventos de música brasileira e festivais de forró como: Rio Roots, Forró da Manhã, Baião Granfino, Arrastapé de Cabaré, Rootstock, Forró de Bamba, e Forró Fieira, entre outros. Seu sucesso pode, em parte, ser creditado à sua constante busca por aperfeiçoamento. A cada apresentação o DJ usa seu aguçado sentido para identificar tendências e mudanças de comportamento, e incorporar ao repertório detalhes que sempre o tornam melhor em seu trabalho. Com audição refinada, experiência e mente aberta às novidades, ele apresenta um mix perfeito entre os clássicos e as novidades. O resultado é um set com base na música brasileira, influenciado pela força de vertentes como samba, forró e groove; Mas que conserva as nuances mais pesadas do eletrônico como pano de fundo para suas criações, sendo assim um dos Djs mais versáteis atualmente.

Entre maio de 2011 e maio de 2012 o Cabaret Kalesa foi palco de trios importantes do Forró, levados pelo Arrastapé de Cabaré. Passaram por lá Trio Nordestino, Anastácia, Trio Pé de Serra, Os 3 do Nordeste, Trio Araçá, Diego Oliveira, Trio Dona Zefa, e Os Filhos do Nordeste, entre muitos outros. Foram doze edições onde os mais autênticos repertórios foram apresentados no local de tantas famosas histórias de cabaré, que inspiraram o clima sensual e o próprio nome da festa.

 O Cabaret Kalesa

Inaugurado em 1991, funcionou até 1997 como um fenômeno carioca. Com festas épicas, ambiente e sons diferenciados, e público fiel, fez da então degradada Praça Mauá um ponto fora da curva na noite do Rio. A habilidade de funcionar como inferninho, casa de striptease, e sede de eventos bacanas, fez do Kalesa o espaço mais democrático da cidade. Com o fechamento da casa por oito anos, deixou órfãos seus freqüentadores, que estimularam a reabertura em 2005. Desde então, entre reformas e reinaugurações o Cabaret abriu as portas mais uma vez em 2015.

 Porto Maravilha e a Sacadura Cabral

Após anos de descaso do Governo, a Região Portuária foi totalmente repaginada. Quem hoje passa pelo local não consegue imaginar como era antes. A demolição do viaduto, a criação do Boulevard, a construção do Museu do Amanhã, a instalação do VLT e de nova iluminação, trouxe de volta para área a população do Rio, que imediatamente a adotou como uma das melhores da cidade.  A Rua Sacadura Cabral se tornou um corredor de casas de entretenimento, com fachadas restauradas, movimento intenso, e programação cultural de inclui samba, jazz, MPB, música internacional, e forró.

Serviço:

 Arrastapé de Cabaré

 Cabaret Kalesa

Rua Sacadura Cabral 61 – Centro

05 de novembro, sábado

Horário: a partir das 22h

Tel.: (21) 2516-8332

Capacidade: 600 pessoas

Não tem estacionamento

Não tem acesso para deficientes

Cartões aceitos na casa para consumo: credicard e Visa

Ingressos no local (pagamento somente em dinheiro): Lista amiga até meia noite R$ 30,00 / R$ 35 inteira

Ingressos antecipados (online – várias formas de pagamento): R$ 25,00 https://www.sympla.com.br

 

 

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