Coisas Invisíveis no Teatro Eva Herz com jovens atores de TV

Foto: Verônica Pontes

 Há três anos morando no Rio de Janeiro, o diretor mineiro Anderson Aníbal estreia seu primeiro trabalho com produção carioca. No dia 16 de março o espetáculo teatral Coisas Invisíveis inicia temporada no teatro Eva Herz, no famoso prédio art deco onde abriga a Livraria Cultura (antigo Cine Vitória), com texto que investiga os relacionamentos afetivos dos jovens em grandes cidades do Brasil, no momento de virada para o século XXI. A peça aposta na força dramática do texto e da performance dos jovens atores, que possuem experiências diversas e passagens pelo teatro, TV e circo.

 O elenco é formado pelos atores cariocas Vitor Novello, Nina Rodrigues, Gabriel Contente e Giuliano Laffayette.  Vitor Novello tem no currículo novelas de Gilberto Braga, como “Paraíso Tropical” e “Insensato Coração”, e passagens no teatro e no cinema. Seu último trabalho foi em Malhação, com o personagem rebelde Luan. Giuliano Lafayette participou da novela “Verdades Secretas” e Gabriel Contente em “Totalmente Demais” de Luiz Henrique Rios, na Rede Globo. Nina, por sua vez, destacou-se na minissérie “Ligações Perigosas”, de Manuela Dias. Mas a aposta agora é na experiência teatral que carregam na bagagem para realizar uma peça que está exigindo ensaios exaustivos e a força dramática e técnica dos atores. “Montamos a peça a partir de um desejo meu de estrear no Rio de Janeiro com a direção teatral. Com a Cia Clara viajei o Brasil inteiro, mas não chegamos a nos apresentar na cidade do Rio à época. Agora morando e trabalhando aqui, com poucos recursos amealhados por um financiamento coletivo, consegui montar a peça que tanto prezo. Coisas Invisíveis são os atores em cena num espaço vazio e a força dramática do texto. Essa, aliás, é minha característica de trabalho: espaço vazio e a força inconteste do ator e de sua performance.“

A dramaturgia de Coisas Invisíveis foi desenvolvida em um trabalho conjunto entre Anderson Aníbal e Gustavo Naves Franco quando ainda eram integrantes da Cia Clara de Teatro, de Belo Horizonte, em 2003. O texto faz parte da trilogia A Natureza das Coisas, que investiga os relacionamentos afetivos dos jovens em grandes cidades do Brasil, no momento de virada para o século XXI (Toda a beleza do Mundo e Cinema completam a trilogia). O espetáculo fica em temporada, sempre de quinta a sábado, às 19h, até o dia 29 de abril de 2017.

Coisas Invisíveis estreou e teve grande repercussão, sendo destaque no Festival de Teatro de Curitiba, em 2004. O espetáculo fez apresentações nos principais festivais do Brasil, atraindo o olhar dos críticos e a atenção do público;  os nomes do diretor Anderson Aníbal e da atriz Grace Passô destacaram-se como importantes representantes do teatro produzido em Minas Gerais na última década.  

Sinopse

Otto e Luíza se conhecem, se casam e vivem juntos. Sofia, irmã de Luíza, conhece André, mas a história dos dois é interrompida quando ela viaja para longe. Otto conhece André no mesmo momento que está se separando de Luíza. Vidas e desejos se cruzam, criando uma rede de acontecimentos e sentimentos surpreendentes, em uma fábula contemporânea sobre as relações humanas.

 A nova montagem

O que move as relações em 2017? O que os jovens procuram e necessitam? Quais suas barreiras e conquistas? Como o afeto se manifesta e está representado nesta segunda década do séc. XXI?

A partir de perguntas como estas, o diretor Anderson Aníbal, que vive no Rio de Janeiro há dois anos, idealizou este projeto que propõe uma nova montagem para o texto.

Os atores cariocas convidados para a nova montagem vivem agora as situações construídas pelo texto e abrem caminhos para novas reflexões, 13 anos depois da performance mineira.

A nova encenação é baseada nas convenções criadas pela dramaturgia, e na presença física dos atores, que estão em cena durante todo o tempo. Num jogo de cumplicidade, o espetáculo convida o espectador a usar sua imaginação para completar as lacunas e elipses criadas pela desconstrução do espaço e do tempo nas cenas. O palco limpo tem a área de cena demarcada por uma plataforma giratória que é movimentada pelos próprios atores ao longo da encenação. O movimento da plataforma permite deslocamentos pelo espaço cênico e abre oportunidade para diferentes olhares, tanto das personagens como do público, em relação aos diálogos e acontecimentos da trama, criando contradições e mudanças de significados às situações vividas em cena. Encontros e separações ganham outras dimensões.

Com canções e músicas incidentais, a trilha sonora executada por músicos em cena, entre os quais Thales Cavalcanti, que participou da penúltima temporada de Malhação com o personagem Henrique, contribui para o desenvolvimento da trama e evidencia os deslocamentos e cortes temporais; combinada ao desenho de luz, marca os ambientes e equilibra os códigos simbólicos propostos pela montagem.

 ANDERSON ANÍBAL – O DIRETOR.

O diretor e dramaturgo Anderson Aníbal já assinou mais de uma dezena de espetáculos teatrais e desenvolveu um reconhecido e premiado trabalho junto a Cia Clara de Teatro, em Belo Horizonte. Dentre eles, se destacam “Vilarejo do Peixe Vermelho” (2009) e “Alguns leões falam” (2007), sucessos de crítica e público, realizando temporadas em todo o Brasil e participando dos principais festivais de teatro do país. Além dos trabalhos produzidos pela Cia Clara, assinou a direção de produções do Grupo Armatrux e da Fundação Clovis Salgado. Na  Cia Clara, além de produzir e dirigir os espetáculos do grupo, Aníbal coordenou o espaço cultural Caixa Clara, promovendo a pesquisa e a formação de novos artistas na capital mineira.

Atualmente o diretor Anderson Aníbal mora no Rio de Janeiro, onde é professor de atuação no Instituto CAL, além de trabalhar como coach e preparador de elencos para TV e Cinema.

O ELENCO

Giuliano Laffaiette, 25 anos, é ator e artista plástico. Estudou teatro desde criança e fez inúmeros cursos e workshops no decorrer dos anos, estudando e trabalhando com os diretores Daniel Herz, Eduardo Milewicz, Mauro Mendonça Filho e Cézar Charlone. No teatro atuou em “Lapso de mim mesmo”, em 2009; “A menina que mudou o mundo” em 2010; e com o “O Sol Feriu a Terra”, ganhou o Prêmio Arlete Salles de melhor ator de Teatro, em 2008.

No audiovisual estreou, em 2015, na novela “Verdades Secretas”, da Rede Globo. Em 2016, gravou a série internacional “Três por cento”, da Netflix, ainda sem data definida para estrear no Brasil.

Nina Rodrigues, 25 anos, tem como base de sua formação as artes circenses, onde teve oportunidade de atuar durante oito anos de sua vida. A partir de trabalhos que surgiram pela sua experiência no circo, Nina resolveu se dedicar às artes cênicas. Atualmente cursando a Faculdade CAL de Artes Cênicas, já trabalhou com grandes diretores como Anderson Aníbal, Clovis Levi e Cécil Thiré. Dentre seus trabalhos de audiovisual destacam-se o filme publicitário “Bradesco 70 anos – A Trapezista”, dirigido por Breno Silveira e produzido pela Conspiração Filmes e também sua estreia na Rede Globo, na minissérie “Ligações Perigosas” de Manuela Dias.

Gabriel Contente, 20 anos, formou-se na CAL – Casa de Artes de Laranjeiras no curso técnico de teatro e agora cursa a faculdade de Licenciatura em Artes Cênicas da Unirio. Sua formação inclui projetos com as diretoras Celina Sodré e Ticiana Studart, além de trabalhos de stand up comedy, peças infantis com o grupo “Gente que Faz” e musicais como o “A Very Potter Musical”, no papel de Harry Potter. Seu trabalho mais recente em audiovisual foi na novela “Totalmente Demais” de Luiz Henrique Rios, na Rede Globo.

Vitor Novello, 21 anos, estudou atuação e fez seus primeiros trabalhos ainda criança no Teatro e TV; participou das novelas “Malhação 2006”, “Três Irmãs” e “Cheias de Charme”, da Rede Globo, além das séries “Conselho Tutelar” e “Milagres de Jesus” na Rede Record. Com “Paraíso Tropical”, de Gilberto Braga, na Globo, Vitor recebeu o Prêmio Êxtra de melhor ator mirim de 2007.

O mais recente trabalho no teatro foi “Jovem Estudante Procura”, com direção de Isabela Secchin, que ficou em cartaz em 2016 no Teatro dos Grandes Atores, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Voltou à televisão em 2015 como Luan, de “Malhação – Seu lugar no mundo”, de Emanuel Jacobina, direção de Leonardo Nogueira.

 Ficha técnica:

Texto: Gustavo Naves Franco

Dramaturgia: Anderson Aníbal e Gustavo Naves Franco

Direção: Anderson Aníbal

Elenco: Gabriel Contente, Giuliano Laffayette, Nina Rodrigues e Vitor Novello

Música: Pedro Botafogo e Thales Cavalcanti

Assistência de Produção: Ailyn Ramos e Thiago Teófilo

Cenografia: Ed Andrade

Assistência de Cenografia: Fernanda Correia

Cenotécnica: cooperarte

Figurino: Júlia Faria

Iluminação: Anderson Aníbal

Técnico de luz: Adenilson Junior

Assessoria Artística: Sérgio Leite Penna

Design Gráfico: Thiago Couto 

Divulgação: Luciana Leitte

Foto de divulgação: Verônica Pontes

Vídeo Crownfunding: Ian Braga

 SERVIÇO

ESPETÁCULO: COISAS INVISÍVES

Local: Teatro Eva Herz  – Cine Vitoria R. Sen. Dantas, 45 – 20031-202 – Centro – Rio de Janeiro/RJ Bilheteria: Tel.: (21) 3916-2600 – 2 horas antes do início do espetáculo.

 Lotação: 174 lugares

 Classificação indicativa: 12 anos

 Temporada: Até  29/04/2017.

 De quinta-feira a sábado

 Horário: 19h

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