Colégio Eleitoral deve ratificar hoje vitória de Trump

O Colégio Eleitoral dos Estados Unidos vai se reunir nesta segunda-feira (19) para eleger formalmente o novo presidente do país. Em horários diferentes, cada eleitor da entidade irá votar em seu estado específico e enviará seu voto ao Congresso, onde o vencedor será conhecido no dia 6 de janeiro.

Os 538 representantes dos 50 estados e da capital, Washington, devem ratificar o nome de Donald Trump, mas há o temor de que o encontro de hoje crie uma crise sem precedentes. Isso porque, alguns dos eleitores já anunciaram que estão sofrendo pressão popular para mudar seu voto a favor de Hillary Clinton.

Normalmente, a votação de hoje é apenas uma rotina e confirma a vitória por estados, mas como tudo que envolve Trump, pode se tornar mais um “evento”. Além da postura polêmica do magnata ao formar seu novo Gabinete e de já ter começado algumas crises diplomáticas – especialmente com a China -, a Agência de Inteligência norte-americana (CIA) informou que a Rússia interferiu no resultado das eleições. Até mesmo o Senado já pediu uma investigação sobre qual foi a participação dos russos no resultado final do pleito.

E, por outro lado, o resultado do voto popular decretou a vitória de Hillary, com uma vantagem de mais de 2,8 milhões de votos sobre o magnata. Um dos representantes do Texas, Christopher Suprun, anunciou que mudará sua escolha e, ao invés de seguir o que os eleitores de seu estado decidiram, votará na democrata.

No entanto, para mudar o resultado do pleito seriam necessários 37 mudanças de voto, já que, pelo Colégio Eleitoral, Trump venceu por 306 contra 232. Para ser eleito presidente, ele precisará de apenas 270 votos. Isso porque nos EUA não é levado em conta apenas o voto da população. Lá, o sistema analisa a vitória estado por estado e, o vencedor local, leva os eleitores do Colégio Eleitoral. Não há uma lei federal obrigando os eleitores a escolherem o vencedor de seu estado. No entanto, em 30 dos 50 estados há leis locais que obrigam que o resultado seja respeitado.

A vitória de Hillary no voto popular e de Trump no Colégio reabriu a discussão sobre o sistema eleitoral nos EUA. Muitos consideram o atual modelo obsoleto, já que não respeita a vontade da população do país. Contudo, mesmo criticando a disparidade das urnas, a própria democrata já reconheceu a derrota na corrida à Casa Branca na noite do dia 8 de novembro.

ANSA

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