Com segurança reforçada, juiz da Lava Jato no Rio diz estar à vontade para atuar

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador André Fontes, anunciou oficialmente nesta sgunda-feira (10) o reforço à segurança do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que está à frente da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. O juiz também é responsável pela prisão do ex-governador Sérgio Cabral, da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, e de outras pessoas relacionadas à gestão anterior do governo estadual.

Fontes esteve na tarde desta segunda-feira no prédio da Justiça Federal, em visita oficial a Bretas, quando fez um pronunciamento à imprensa, ratificando o apoio ao juiz, que demonstrou temer por sua segurança.

“O Tribunal Regional Federal está atento à situação do juiz Bretas. Este talvez seja o maior desafio que o tribunal enfrente hoje. Eu vim aqui dizer a todos que a preocupação que paira sobre o juiz é preocupação também do tribunal. Eu vim deixar claro a minha solidariedade e preocupação diante de desafios e ameaças à figura do juiz”, disse o presidente do TRF.

Bretas agradeceu o apoio direto do TRF e garantiu que os processos sob sua responsabilidade correrão normalmente. O juiz federal cuida das operações Saqueador, Calicute e Eficiência, fases da Lava Jato.

“Eu estou, ainda mais agora, com o apoio explícito do tribunal, muito à vontade para tocar o processo. Não há nenhuma preocupação que não seja totalmente contornável com este apoio que temos recebido por parte do tribunal. O processo vai correr normalmente. O que importa é saber que temos todas as condições de tocar o processo naquelas questões submetidas a nós”, disse Bretas, se retirando em seguida, sem responder às perguntas dos jornalistas.

Segundo o assessor de imprensa do TRF, André Camodego, houve um pedido por parte do juiz Bretas de reforço na segurança em função de acontecimentos relacionados aos fatos derivados da Lava Jato. “Ele sentiu a necessidade de fazer essa solicitação. O TRF é o órgão gestor da administração da Justiça Federal da 2ª Região, que é Rio de Janeiro e Espírito Santo”, explicou Camodego.

Agência Brasil

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