Comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio pede exoneração

O secretário de Defesa Civil do estado do Rio de Janeiro e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Ronaldo Alcântara, pediu exoneração do cargo na tarde de hoje (12) após a operação que prendeu bombeiros militares envolvidos em um esquema de venda de alvarás para funcionamento de estabelecimentos comerciais, casas de espetáculos e até estádios de futebol. A informação foi confirmada pelo Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

Dois assessores diretos do secretário de Defesa Civil estariam envolvidos no esquema. O atual subcomandante-geral e chefe do Estado-Maior Geral, coronel Roberto Robadey, responderá pelo comando da corporação, bem como pela secretaria de Estado de Defesa Civil, por determinação do governador.

A Secretaria de Defesa Civil vai divulgar um comunicado sobre o pedido de exoneração do secretário ao governador Luiz Fernando Pezão.

Até o momento, já foram cumpridos 34 dos 38 mandados de prisão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. A ação foi realizada nas casas dos suspeitos, quarteis do Corpo de Bombeiros e sede de empresas envolvidas.

Os dois assessores do secretário indicavam os comandantes das unidades, que contavam com a participação dos bombeiros lotados no setor de Engenharia, além de bombeiros da reserva e civis, que intermediavam os pagamentos das propinas pagas por empresários para obtenção do documento que permitia o funcionamento do empreendimento.

Fluminense

Na ação, foi identificada também a falta de um documento para liberação, no ano passado, do Estádio Giulite Coutinho, do clube América, em Edson Passos, na cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense. O estádio era usado pelo Fluminense.

O Fluminense informou, por meio de nota, que” jamais se valeu de práticas ilegais e nem se utilizou de vantagens indevidas com qualquer órgão público. O clube repudia atitudes irregulares em todas as suas formas e preza pelo cumprimento da legislação em vigor. O Fluminense sempre cumpriu todas as exigências necessárias para atuar dentro da normalidade. A instituição se coloca à disposição para o que for necessário”.

Agência Brasil

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