Comércio do Rio perderá mais de R$ 7 bi com feriados em 2017, dizem lojistas

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O excesso de feriados ao longo deste ano poderá levar o comércio varejista do município do Rio de Janeiro a perder R$ 7,5 bilhões em 2017. A estimativa é do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio).

Ao longo do ano, serão nove feriados nacionais, três estaduais, dois municipais e dois pontos facultativos – Cinzas e Corpus Cristi –  que, na avaliação da CDLRio, implicarão em mais 12 dias úteis, com possibilidade de prolongamento – o chamado “enforcamento”.

Análise do Centro de Estudos do CDLRio, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), corrigidos para 2017, indicam que cada dia parado representa uma perda média de cerca de R$ 405 milhões.

Ao longo do ano, o comércio terá 29 dias de movimento prejudicado, sendo que novembro será o mês com mais feriados: Finados, Proclamação da República e da Consciência Negra.

A estimativa é baseada em dados do IBGE e corrigida para 2017. Na avaliação do presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, os feriados do ano e seus possíveis prolongamentos vão penalizar os lojistas, principalmente as lojas de rua que são as que mais sofrem, e, especialmente, o centro da cidade que fica completamente deserto.

Com os chamados “enforcamentos” há a possibilidade do cidadão folgar treze dias, incluíndo os sábados, considerado pelo varejo o melhor dia de vendas da semana.

“Não há dúvida que este excessivo número de dias parados prejudicará o comércio. São quase 30 dias (um mês) de vendas depreciadas. Não são apenas os empresários lojistas que perdem com isso. Perdem o governo, que deixa de arrecadar impostos, os comerciários, que deixarão de vender e, também, o próprio consumidor, que não pode comprar”, disse Gonçalves.

No caso dos comerciários, o estudo diz que eles podem perder até um salário no ano. “É um verdadeiro 14º jogado fora. Não somos contra os feriados em datas comemorativas – e até mesmo, quando possível, o adiamento deles. Mas somos a favor de que a sociedade civil organizada, empresários, líderes de classe e autoridades se sentem à mesa para discutir outras soluções que evitem tamanho desperdício”, afirmou o presidente do CDLRio.

Em contrapartida, ainda segundo o CDLRio, hotelaria, bares e restaurantes e serviços ligados ao turismo são os mais beneficiados com os feriados e alguns shoppings centers, devido a maior presença de turistas.

Agência Brasil

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