Confiança – A Credibilidade a serviço das Organizações

Em todas as nossas relações com o mundo necessitamos da confiança, desde simples situações às mais complexas, as harmonias nas relações sociais dependem muito das condutas morais que expressam confiança e nós mesmos ao nos relacionarmos com o mundo precisamos confiar para que as coisas aconteçam.

Imagine que você precise viajar a trabalho ou a lazer e no momento exato da viagem você não confie em quem fez a inspeção da aeronave e decide por conta própria pedir que lhe autorize a verificar o perfeito funcionamento das turbinas, logicamente isso não seria permitido pela companhia aérea, não só por você não fazer parte da empresa, mas também por ser um fato que foge totalmente dos padrões normais da sociedade, ninguém verifica a turbina de um avião antes de viajar e mesmo assim, ninguém deixa de cumprir suas obrigações ao ter que viajar ou até mesmo a passeio, o homem acredita, confia e viaja.

Podemos então entender que a confiança passa por diversas áreas de nossa vida e desde o momento que a premissa da relação é a desconfiança nada funciona, ou seja, as coisas não evoluem.

Vivemos um momento bem complicado em nosso país, pessoas que assumiram papéis de representantes do povo, passam a ser inimigos do povo, frutos de um caráter onde a corrupção é o que marca, onde a confiança não passa nem perto, onde cinismo e a canalhice fazem morada.

Precisamos entender então que de nada adianta o profissional ser qualificado tecnicamente, se tem esse um caráter corruptível, os valores morais são duvidosos e sua conduta não seja confiável.

As relações com o mundo podem ser perecíveis, mas a sua postura tem que ser credível, as relações humanas passam por fases de deteriorações, pois o tempo é o maior ditador de regras, assim como o corpo perece com o tempo as relações também, devido as transformações que o tempo impõe, a pessoa que você é hoje encontra-se bem diferente daquela que foi a alguns anos atrás, fruto da ação do tempo que em alguns casos gera experiência e maturidade e em outros descaracteriza o ser que além de não aprender com o tempo consegue ainda desaprender.

As fases das relações são:

Encantamento, maturação e saturação.

Se pararmos para refletir em todas as nossas relações passamos por estas fases, o diferencial é saber como lidar com elas, nada na vida será sempre encantamento, então saiba lidar com isso e amadureça esta relação para que ao chegar a saturação a relação esteja solidificada pelas experiências e conquistas com o tempo.

Pessoas que aprendem a conhecer a si próprias conseguem passar mais confiança, conseguem transmitir credibilidade. As pessoas que entram em conflito em suas relações com o mundo, são as mesmas que entrarão nas Organizações para produzir.

Os resultados destes profissionais estão muito ligados as suas escolhas, pois exercer escolhas corretas impactam em boas relações de confiança e para se fazer escolhas precisamos ser livres e essa liberdade nos permite tomar decisões que serão amparadas pelos nossos valores que por sua vez serão os fiéis condutores das nossas escolhas.

Temos em nossa frente 360 graus de possibilidades, caminhos que levam ao bem ou ao mal, o simples fato de escolhermos certo ou errado pode também ser fruto do nosso caráter e este refletirá na confiança ou desconfiança depositada em você.

Joias Nativas
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André do Carmo
Diretor da RH Sênior Consultoria e Treinamento, Professor e Consultor de recursos humanos, administração e finanças, especialista em sistemas de recompensas como: cargos e salários, remuneração variável, benefícios e avaliação de desempenho. Atuou em grandes empresas com destaque para: PricewaterhouseCoopers, Coca-Cola e Banco Safra S/A, onde desenvolveu diversos projetos na área administrativa, financeira e de recursos humanos. Especialista em recursos humanos e administração estratégica, ministrou aulas em MBA de Gestão de Pessoas na Unigranrio e SENAC – FATEC, em disciplinas voltadas para cargos e salários e avaliação de desempenho.

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