Denúncias contra Hillary e Trump podem influenciar eleitor na reta final

A três dias das eleições presidenciais nos Estados Unidos, novas denúncias e histórias sobre os dois candidatos podem influenciar o eleitor norte-americano. A Fundação Clinton confirmou nesse sábado (5) ter recebido US$ 1 milhão do Qatar quando a candidata Hillary Clinton era secretária de Estado, em 2009. Já uma reportagem do jornal The New York Times mostrou como uma milícia radical apoiadora do candidato Donald Trump treina táticas militares na floresta para combater imigrantes e a política anti-armas.

O caso da doação do dinheiro pelo Qatar à Fundação Clinton foi divulgado pela Wikileaks e considerado tráfico de influência. A doação é questionada pelo fato de ter ocorrido na mesma época em que Hillary ocupava a secretária de Estado.

Segundo a regra, nenhuma entidade ligada à candidata ou a algum membro de sua família poderia receber doações de governos estrangeiros, em situações que pudessem levantar suspeitas de influência direta ou indireta pelo fato de ela estar ocupando o cargo que ocupava. A denúncia publicada pela imprensa norte-americana teve base em textos encontrados na Wikileaks.

Com relação à história dos eleitores de Trump, a reportagem mostrou como os adeptos da milícia paramilitar se preparam para lutar contra imigrantes, muçulmanos e refugiados sírios. Eles acreditam que Donald Trump pode afastar os imigrantes e devolver os valores tradicionais que eles defendem. O grupo radical reúne paramilitares que vivem na Geórgia.

Neste fim de semana, Hillary Clinton e Donald Trump tentam mobilizar os eleitores para convencer aqueles que ainda estão indecisos ou desmotivados a comparecer às urnas na próxima terça-feira (8).

Nos Estados Unidos o voto é facultativo, e estima-se que 40% dos eleitores compareceram às urnas e votaram antecipadamente. No país, o eleitor pode, por exemplo, votar novamente, caso mude de ideia até o dia oficial da eleição. 

Agência Brasil

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