Em meio à crise na Itália, Papa pede acolhimento de imigrantes

 Em uma mensagem enviada a participantes de um evento que debate a crise migratória no Mar Mediterrâneo nesta segunda-feira (14), o papa Francisco pediu que seja sempre mantido um compromisso com o acolhimento dos deslocados pelo mundo.

“É preciso um compromisso sempre mais generoso para favorecer a cultura do acolhimento e da solidariedade, promovendo assim a paz e a fraternidade entre os povos”, escreveu Jorge Mario Bergoglio aos mais de 250 jovens de 31 países que participam do evento “Mediterrâneo: um porto de fraternidade”.

No texto enviado ao bispo de Ugento-Santa Mari di Leuca, Vito Angiuli, o Pontífice encoraja a comunidade cristã e os jovens dos países do Mediterrâneo “assim como todas as pessoas de boa vontade, a considerar a presença de tantos irmãos e irmãs imigrantes como um oportunidade de crescimento humano, de encontro, de diálogo e como uma ocasião para testemunhar o Evangelho da caridade”.

A mensagem de Francisco ocorre em mais um momento de tensão na crise migratória. Durante o fim de semana, três das maiores ONGs que atuam no Mediterrâneo em operações de socorro e resgate de deslocados – Save the Children, Médicos Sem Fronteiras e Sea-Eye, anunciaram a suspensão dos resgates.

A decisão tem a ver com a criação do “código de conduta” nas águas internacionais e foi agravada com o anúncio do governo da Líbia de criar uma zona de busca e socorro (SAR) muito mais ampla do que as águas territoriais do país. Para as organizações, não há mais segurança para as equipes fazerem o resgate com a decisão do governo líbio.

A rota do Mediterrâneo Central, entre a Líbia e diversas ilhas italianas, é atualmente a principal via marítima de imigrantes na Europa, tendo quase 100 mil pessoas feito a travessia só neste ano.

ANSA

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