Equipes de bombeiros monitoram novos focos de incêndio na Floresta Nacional

O capitão do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), Ronaldo Reis, disse hoje (18) que mesmo após o controle do incêndio que atingiu ontem a Floresta Nacional (Flona), ainda há duas equipes no local para verificar se existem novos focos. Para ele, o clima e a vegetação do cerrado, além do vento e da seca, colaboraram tanto para o início dos focos quanto para o alastramento das chamas. “A área atingida é de reflorestamento. A vegetação rasteira e verde provoca muita fumaça, Isso dificulta a visibilidade no combate às chamas”.

O incêndio, de grandes proporções, atingiu a Floresta Nacional por volta das 11h desse domingo (17). Dois focos foram localizados às margens da BR-070. O fogo ganhou força e ameaçou chegar às chácaras da região do Incra 7. De acordo com os bombeiros, as chamas foram contidas por volta das 23h. Nenhuma chácara foi atingida.

Assim que o incêndio começou, cerca de 400 pessoas faziam trilha no parque da Flona, mas conseguiram sair sem maiores preocupações, pois o fogo seguiu em sentido contrário. Os bombeiros foram chamados e, de imediato, começaram o combate às chamas.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um avião sobrevoará a região para calcular o tamanho da área atingida pelo incêndio. O resultado deve ser divulgado hoje (18) à tarde.

Seca

Já chega a 119 dias o período de estiagem no DF. A falta de chuva e o clima seco provocam, além de doenças respiratórias, incêndios em toda a região. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva a partir de quinta (21) ou sexta-feira desta semana.

A chegada do período chuvoso ocorre normalmente na segunda quinzena de setembro, mas, segundo o Inmet, este ano poderá atrasar. “As previsões para a chegada do período chuvoso mostram um atraso. Devido à baixa confiabilidade do modelo meteorológico, ainda não há uma previsão mais segura, mas continuamos no monitoramento”, disse a consultora do Inmet Ingrid Peixoto.

Desde que o clima começou a ser monitorado no Brasil em 1961, a média de chuva para o trimestre corresponde a 453 milímetros. Segundo Ingrid, a expectativa é de que a média não seja alcançada. “De acordo com o nosso monitoramento, a previsão é de que as chuvas tenham baixa de 50% nos próximos três meses. Mas sempre há essa impressão quando passamos de uma estação para outra”, concluiu.

 

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