Esperança

O pessimismo nos arrasta para a depressão, mas é preciso reagir e confiar que sempre depois de uma escuridão, o sol volta a brilhar. Assim tem sido o ciclo da história. Sucedem-se os tempos de guerra e os tempos de paz; os tempos de liberdade e os de repressão e punitivismo. O povo está indo pra rua, e isso é bom, mas é preciso encontrar um rumo e uma liderança que os faça pensar de forma madura e não deixar-se conduzir pelos interesses escusos de uma opinião publicada. Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que tem, porque quem acredita, sempre alcança.

 

 

Democracia é um regime difícil e tem que haver treinamento permanente, não se pode ficar elegendo um e destituindo antes do prazo do mandato para o qual foi eleito. O que precisamos fazer é votar com maturidade e responsabilidade. Devemos aperfeiçoar o regime através do acesso universal e gratuito a uma educação de qualidade, com valorização dos professores e debate amplo com a juventude para que sejam protagonistas de sua história e cidadania. É preciso aprender a falar e entender a língua dos jovens para incluí-los no processo de renovação como preceitua o Estatuto da Juventude.

 

É preciso combater todos os institutos que nos separam uns dos outros e prestigiar os procedimentos de mediação de conflitos através de debates públicos que não sejam pontuados por nenhum tipo de fundamentalismo ou radicalismos. Não se pode permitir que instrumento como a delação premiada ou não venha a fazer parte de nossos procedimentos de Justiça. Esse é o pior exemplo que podemos dar à juventude. Quando estava servido ao Exército, diariamente ouvia um Coronel informar que no regime comunista os filhos eram estimulados a denunciar os pais e vice versa. Claro que essa era uma forma de demonializar aquele regime político. Mas esse é um exemplo de como devemos abominar essa forma torturante de se fazer justiça.

 

Não se deve julgar apenas pela aparência, nem se deve decidir somente por ouvir dizer. Uma noticia sobre uma determinada pessoa já se transforma num decreto de condenação midiática sem o devido processo legal e sem recursos. A Justiça está sendo julgada pela sociedade e é preciso fazer uma reflexão se não precisamos ser agentes de um poder com mais humildade e transparência. Nossos vencimentos devem ter o valor justo e dele devemos prestar contas ao povo, o verdadeiro detentor do poder que em seu nome exercemos. Somos intérpretes da lei e garantidor de direitos, não carrascos vingativos. Nossas decisões hão de ser justas visando pacificar os homens e mulheres.

Como canta Renato Russo, ainda “tem gente que machuca os outros; tem gente que não sabe amar; tem gente enganando a gente;… Mas eu sei que um dia a gente aprende; Se você quiser alguém em quem confiar; Confie em si mesmo;” Porque quem acredita sempre alcança e o sol voltará a brilhar depois dessa escuridão que estamos passando.

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