Estimulando os colaboradores através da Participação nos Lucros da Empresa

A Participação nos lucros e resultados é uma importante ferramenta aliada na atração e retenção de talentos, ela prima pela valorização dos profissionais qualificados, e é um importante instrumento pois formaliza o interesse da empresa em privilegiar quem de fato gera resultado para a organização.

A Participação nos lucros, entretanto surgiu com as pressões dos sindicatos junto ao Governo Federal que a reeditava como medida provisória dando aos funcionários o direito de receber o que chamamos de “Produtividade”.

A verdade é que a P.L.R. já nasceu com intuito essencialmente trabalhista: aumentar via sindicato, o ganho do operário, acenando com o argumento de não haver encargos para a empresa.

O Propósito de criar-se uma remuneração do tipo adicional, foi visto de maneira estratégica por outras empresas que tinham em mente criar mecanismos que estimulasse o colaborador a produzir mais e melhor, logo as empresas com visão macro desse processo, instituíram a PL, condicionada a alcance dos resultados, o que de fato, se bem administrada, iria ao encontro das necessidades de empregado e empregador.

TIPOS DE PLANOS

Existem três formas bem conhecidas de se tratar as Participações nos lucros da empresa, e dependendo da escolhida pode-se ter um impacto positivo ou não, pois ela ajudará a moldar comportamentos em prol de melhores resultados para a organização.

Seguem os três tipos de participação dos colaboradores nos lucros da organização:

a) Participação nos lucros (PL)
Estipula-se um percentual do lucro da empresa, a ser distribuído entre os trabalhadores. A forma de apuração dessa participação é relativamente simples: define-se um indicador de lucratividade da empresa (por exemplo, o lucro líquido do balanço) e negocia-se um percentual a título de participação nos lucros.  A dificuldade desse tipo de negociação está na pouca transparência das empresas em relação à divulgação pública do seu resultado financeiro, na falta de obrigatoriedade de publicação de balanços por parte das empresas limitadas (que não são S/A), na falta de familiaridade do trabalhador com os sistemas de contabilidade e, especialmente, na possibilidade de manipulação dos resultados dos balanços, através de artifícios contábeis.

b) Participação nos resultados (PR)
São negociadas metas de produção, redução de custos, de absenteísmo etc. O pagamento da PR fica vinculado ao cumprimento das metas, que, dependendo da negociação, podem ser de alcance muito difícil ou podem levar a um aumento do ritmo de trabalho, da jornada e da ocorrência de doenças profissionais e acidentes de trabalho. Por outro lado, abrem a possibilidade de se submeterem as condições de trabalho à negociação coletiva.

c) Forma mista
Pode-se negociar participação nos lucros e nos resultados, ao mesmo tempo. Alguns acordos trazem a fixação de metas a serem atingidas, mas o pagamento só é realizado se a empresa registrar um determinado percentual de lucro (participação condicionada); neste caso, corre-se o risco de haver o empenho dos trabalhadores para alcançarem as metas, mas a empresa não apresentar lucro – por uma questão do mercado ou por motivos puramente contábeis, independentes da vontade dos trabalhadores.

Como próprio nome já diz “Participação”, é importante que o plano escolhido seja responsável de fato pela integração e participação dos colaboradores não só em receber a parte do lucro, mas sim em se doar na busca por melhores resultados para empresa, é o que chamamos de convergência de esforços, o que outros intitulam como “Ganha-Ganha”.

 

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