Estoque do Tesouro Direto atinge recorde de R$ 47,7 bilhões; expansão é de 0,8%

O estoque do Tesouro Direto alcançou o valor recorde de R$ 47,7 bilhões em agosto, com um crescimento de 0,8% em relação a julho (R$ 47,3 bilhões) e de 34,6% sobre agosto de 2016 (R$ 35,4 bilhões). As aplicações de até R$ 5 mil representaram 80,9% dos investimentos realizados e as de até R$ 1 mil atingiram o recorde de 57,1 % do total.

O valor médio das operações foi de R$ 6.808,62 no período, apresentando queda de 4% em relação ao mês anterior (R$ 7.094,95) e de 33,1% em relação a agosto de 2016 (R$ 10.175,96).

Esse é o menor valor médio de operações de investimento registrado desde 2004. Para a Secretaria do Tesouro Nacional, os dados evidenciam que o programa tem se tornado cada vez mais democrático, com a ampliação de pequenos investidores.

De acordo com a secretaria, foram realizadas em agosto 198.178 operações de investimento no Tesouro Direto, no valor de R$ 1,349 bilhão. Já os resgates totalizaram R$ 1,408 bilhão, sendo R$ 1,275 bilhão relativo às recompras e R$ 133 milhões, aos vencimentos.

O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 47,4%. Os títulos indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 34,2% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 18,5%.

Em relação ao prazo, 19,2% dos investimentos ocorreram em títulos com vencimentos acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 77,2% e as com prazo entre 1 e 5 anos, 3,5% do total.

Investidores

Em agosto, o acréscimo no número de investidores que efetivamente possuem aplicações foi de 10.837. Com isso, o total de investidores ativos no programa alcançou 531.461, uma variação de 58,6% nos últimos 12 meses. Já o acréscimo mensal de investidores cadastrados foi de 62.235, somando 1.602.171 participantes inscritos, o que representa aumento de 72,2% nos últimos 12 meses.

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume do estoque, alcançando R$ 29,7 bilhões (62,2% do total). A seguir, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 21,3%, e os títulos prefixados, com 16,5%.

A secretaria informou ainda que a maior parte do estoque, 44,5%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 33,9% e os com vencimento acima de 10 anos, a 17,2% do total. Cerca de 4,3% dos títulos vencem em até 1 ano.

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