Exposição temporária comemorativa de 17 anos de existência do Grupo PeRiGo no Centro Cultural dos Correios

Obra da série - Tempo Edineusa Bezerril

O nome PeRiGo deriva da junção das primeiras sílabas dos Estados onde cada um nasceu: Edineusa Bezerril em Pernambuco, Denize Torbes no Rio de Janeiro e Fábio Borges em Goiás.

O Grupo foi formado em 2000. Expos, além do CCCorreios em 2003 (PeRiGo – cerâmicas e pinturas) e da última em 2013 na Sala Antonio Berni do Consulado Geral da Argentina (PeRiGo nos labirintos borgeanos) ; na Galeria Toulouse, atual TAC (PeRiGo na Toulouse), no CCJF (PeRiGo cerâmicas), no Espaço Cultural Caravelas (Pequenos formatos) e no Instituto Francisca de Souza Peixoto, em Cataguases, MG.

Cada artista do Grupo desenvolve separadamente seus trabalhos em pintura, porém os três estão unidos pela diversidade das técnicas de produção de peças em cerâmica.

O que cada um vai expor:

EDINEUSA BEZERRIL – A artista insere em suas pinturas, desenhos e cerâmicas, personagens que se comunicam entre si através de sentimentos profundos e silenciosos. Desse modo, passado e memória constituem um registro histórico.

Há uma busca, proposta pela artista, através dessas imagens dramáticas, questionáveis, acessíveis ao seu olhar e à sua sensibilidade que a surpreendem e que seguem caminhos percorridos por um tempo imaginário, onde o passado e o presente cria histórias verídicas ou fantasiosas.

Assim, o seu tempo na criação é um suporte que ela utiliza na narrativa do seu universo imagístico e que revelam o seu próprio tempo.

DENIZE TORBES – Uma montagem (instalação) de parede com 100 plaquinhas retangulares contendo cada uma um desenho que os índios Assurini pintam em seus corpos. Tanto os desenhos quanto o nome de cada motivo na língua guarani e seu significado em português, foram extraídos de uma representação gráfica criada pelo índio assurini Puraké.

Ainda de cerâmica, a artista mostrará peças tridimensionais contendo frases de “sabedorias” de índios brasileiros Pataxó, Yanomami e Kaiapó , dentre outros e estrangeiros, como por exemplo, os Sioux do Canadá e os norte americanos Mohawk.

E, ainda um conjunto de pinturas da série Queimada-cerne onde as imagens e a referência a alguns elementos próprios da cultura de povos antigos, são os principais elementos.

FÁBIO BORGES – o artista mistura pintura, escultura e impressão de imagens criadas digitalmente para abordar as questões de espaço e de tempo. Na série “TEMPORALIS”, objetos e imagens, como ícones da arte e artigos “made in China”, enclausurados dentro de blocos de resina transparente, estão “perpetuados” em cápsulas do tempo. O “temporal” e o “atemporal”, como conceitos antagônicos, muito mais do que pretextos, são pontos de reflexão na problemática da contemporaneidade, como a migração em massa de pessoas oprimidas, a tentativa de criação de muros ou cercas eletrificadas para impedir entrada de pessoas, a corrupção, as ameaças ao equilíbrio ecológico, etc. Dentre os trabalhos apresentados na mostra, destaco a instalação “FRIBOI DE PIRANHA”, os trabalhos “LETS SHOW THEM HOW TO PLAY THE PIPES OF PEACE” e “THIS IS NOT THE WAILING WALL”

Serviço
Abertura dia 16 de agosto (quarta-feira) às 19 horas
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro
Período: de 17 de agosto a 22 de outubro de 2017
de terça a domingo das 10h às 17h – Entrada franca

 

 

Joias Nativas

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