Feriadão altera os dias de vacinação contra a raiva no Rio

A vacinação de cães e gatos, prevista para acontecer nos dias 14 e 15 de novembro, foi suspensa por conta do feriado de Proclamação da República e ao ponto facultativo decretado para a véspera na cidade do Rio.

Em alguns locais ainda não há previsão de novas datas, mas em outros a aplicação das doses será transferida para os dias 16, 17 ou 18 do mesmo mês.

Com essas alterações, a programação dos outros dias da semana também mudou. No dia 16, haverá vacinação em São Cristóvão e Tijuca; no dia 17, no Alto da Boa Vista e Tijuca novamente; já no dia 20, as doses serão aplicadas no Grajaú e Vasco da Gama. Os endereços completos estão disponíveis neste site.

Falta menos de um mês para o fim da campanha Rio sem Raiva 2016. A penúltima semana será no período de 21 a 25 de novembro, com vacinação nos bairros Largo do Machado, Flamengo, Laranjeiras, Botafogo, Leme, Copacabana, Gávea, Rocinha, São Conrado e Vidigal. A última será entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro, nos bairros Centro, Cidade Nova, Rio Comprido, Bairro de Fátima, Santa Teresa, Estácio, Santo Cristo, Caju e Estácio.

Na hora da vacinação, os cães deverão estar com coleira e guia, e os gatos em sacolas de pano ou em gaiolas apropriadas. Animais com temperamento agressivo devem estar com focinheira. Sintomas como dores no local vacinado, febre e comportamento mais quieto do animal podem ocorrer por até 36h após a aplicação. As vacinas são repassadas pelo Ministério da Saúde, responsável pela aquisição.

A raiva é uma doença que compromete o sistema nervoso do homem, sendo incurável e com índice de letalidade próximo a 100%. É uma zoonose viral e todos os mamíferos estão suscetíveis ao vírus da raiva, podendo transmiti-la. Mas cães, gatos e morcegos são os principais transmissores. A vacina é a única maneira de controlar a doença.

Caso uma pessoa seja mordida por um desses animais, deve lavar o local machucado imediatamente, com água e sabão. Ao mesmo tempo, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima, onde receberá os primeiros cuidados e será encaminhada para uma das unidades especificas que funcionam como polo de profilaxia da raiva. Se possível, isolar o animal por 10 dias, para ver o grau de manifestação da doença, e informar se tem dono e o endereço onde habita.

Segundo a Prefeitura do Rio, a raiva está controlada e sem apresentar registro de casos em humanos há mais de 25 anos no Rio, mas ainda oferece risco à população, pois a cidade conta com um número alto de morcegos, cachorros e gatos, principais transmissores do vírus.

A primeira etapa da campanha Rio sem Raiva 2016 começou em maio deste ano, com a ida de técnicos da zoonoses a residências localizadas em áreas de maior risco e com a vacinação nos pontos de castração da Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (Sepda).

Após o término da campanha, a vacinação vai continuar em dois postos permanentes, que ficam no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, localizado na Avenida Bartolomeu Gusmão, 1120, em São Cristóvão, e no Centro de Vigilância e Fiscalização Sanitária em Zoonoses Paulo Dacorso Filho, localizado no Largo do Bodegão, 150, em Santa Cruz. 

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