Filho é condenado a 20 anos de prisão pela morte da mãe

O Conselho de Sentença do I Tribunal do Júri de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, condenou, na sexta-feira (11), Rildo Matias da Silva à pena de 20 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e emboscada) de sua mãe, Laudiceia de Oliveira da Silva, pelo crime de ocultação de seu cadáver. A sentença foi proferida pela juíza Yedda Christina Ching San Filizzola Assunção, que ao final do júri externou sua repulsa ao crime, qualificando-o como matricídio

“Aqui não julgamos um homicídio comum, mas um matricídio.  Crime repulsivo e abjeto. A vítima, uma senhora de 69 anos, recém viúva, que tinha algumas posses, poucas, mas algumas, e que a fez ser alvo da ganância do réu, um homem de 53 anos, que não trabalhava, não produzia para a sociedade, e se dedicava ao uso de drogas. Nesse contexto de vadiagem e banalidade do mal, o réu decidiu que a vontade de viver e aproveitar a vida da sua genitora, era um empecilho à sua ganância e mesquinharia – tudo por uma casa na favela da Rocinha”, ressaltou.

O homicídio aconteceu entre fevereiro e maio de 2013. Segundo a denúncia, Rildo matou sua mãe e em seguida enterrou-a na garagem da casa da vítima. Somente, em maio, após diversas buscas, em uma noite de chuva, um vizinho percebeu que a lama do chão da garagem revelava uma mão enterrada.

Após, buscas e investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), foi descoberta a autoria e crime. O réu tentou, ainda, alegar insanidade, contudo, peritos oficiais afirmaram que ele não sofre de qualquer doença mental.

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