Fisiologista da base, Juliano Spineti é mais um a fazer integração para o profissional

Responsável pelo departamento de fisiologia na base do clube, em Xerém, Spineti passou a integrar comissão do futebol profissional nesta temporada

foto: Nelson Perez/ Fluminense FC
foto: Nelson Perez/ Fluminense FC

Isocinético, morfológico, potencial aeróbico, impulsão vertical… Expressões pouco utilizadas no dia a dia do futebol ganham fama durante o período de pré-temporada em que os atletas são submetidos a diversos testes para dar à comissão técnica retornos sobre condição física em que se reapresentam o quanto podem evoluir ao longo do ano.

No Fluminense, um dos responsáveis por esses testes é o fisiologista Juliano Spineti, que até o início desta temporada trabalhava no mesmo setor, só que nas categorias de base do clube em Xerém, e agora passa a integrar também o futebol profissional, mostrando que a integração vai muito além dos atletas e passa por todas as estrtuturas. Spineti aproveita para explicar não só que tipo de avaliações têm sido feitas, mas também o objetivo espero com os resultados obtidos nestes primeiros dias de pré-temporada.

– É um período de avaliação, entendimento e diagnóstico. Precisamos entender como está o estado morfofuncional dos atletas após um período de férias. Para isso, fazemos avaliações das capacidades físicas que têm relação direta com o jogo de futebol. Na parte morfológica, fazemos a composição corporal e separamos em três componentes: massa gorda, massa muscular a peso ósseo residual. A partir disso podemos fazer alguma intervenção em aspecto de treinamento ou então nutricional. Por isso é fundamental essa integração entre os setores que temos no Fluminense – afirmou Juliano Spineti, acrescentando:

– Temos ainda as avaliações funcionais. Avaliar a potência aeróbica do atleta através do monitoramento da frequência cardíaca, tem também o teste de força isocinética para avaliar se existe uma harmonia entre os lados do corpo. Os testes de potência muscular, como a impulsão vertical, testes de velocidade… Hoje em dia futebol é muito veloz em que os atletas se deslocam bastante e procuramos entender o nível de velocidade e se foi afetado pela inatividade. Assim como a resistência anaeróbia, que são os sprints.

Com 11 anos de experiência no futebol, Juliano Spineti conhece grande parte do grupo que se reapresentou primeiro, uma vez que é composto em maioria por jogadores recém-passados pelas categorias de base, em Xerém. Assim como ele, que agora será mais um pilar na transição de atletas para o profissional. Por isso, o fisiologista fala também sobre sua trajetória na profissão e do desafio de agora integrar a comissão do futebol profissional.

– Estou chegando agora para compor a comissão técnica do profissional e espero contribuir ao máximo com essa instituição que foi a minha porta de entrada no futebol. Iniciei há 11 anos no Fluminense, como estagiário de fisiologia em Xerém, onde o Dr. Márcio Assis era o chefe e com quem aprendi muito. Fiquei três anos no clube e depois tive um convite para sair para trabalhar em um projeto no interior de São Paulo em clubes como Ituano, Desportivo Brasil e no Estoril, de Portugal. Depois retornei ao Rio para trabalhar no Comitê Olímpico Brasileiro no laboratório de fisiologia, passei também por clubes como Bangu e Bonsucesso já no time profissional profissional. Em 2013 acabei indo para o Flamengo trabalhar novamente na base, até que há dois anos tive o convite para retornar para Xerém e agora chego ao futebol profissional – disse, para em seguida finalizar:

– Além da parte desportiva, procuro também desenvolver o lado acadêmico, fiz doutorado em Ciência do Desporto, em Portugal. Realizei ainda o mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro sob orientação do Dr. Roberto Simão. Sempre busquei uma vertente profissional, sempre gostei do dia a dia, mas sem deixar de lado a parte acadêmica com artigos científicos.

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