Força Nacional começa operação no Rio nesta segunda-feira

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Força Nacional de Segurança começa a atuar nesta segunda-feira (15) no Rio de Janeiro. As operações vão focar, em um primeiro momento, o combate ao roubo de cargas e a repressão ao crime organizado. As primeiras ações vão se concentrar na zona norte da cidade, junto aos complexos do Chapadão e da Pedreira, onde ocorrem a maior parte dos ataques a caminhões.

“A ideia é aplicar esse efetivo no controle da criminalidade violenta, do crime organizado, com foco no roubo de veículos, na letalidade violenta e no roubo de cargas. Esse efetivo vai atuar nas manchas criminais, em cima de análises que realizamos, que apontam pontos críticos de criminalidade. Vias expressas também serão reforçadas”, disse Alzir.

O subsecretário deixou claro que, em uma primeira fase, os integrantes da Força Nacional não vão entrar em favelas, realizando cerco no entorno. “O planejamento é dinâmico. Num primeiro momento a ideia é que a Força Nacional nos ajude no patrulhamento dessas vias expressas, no cerco dessas regiões, e que o policial local, mais acostumado com essa dinâmica de incursões, faça essa ação”, explicou.

Alzir comentou também a possibilidade do estado receber efetivo das Forças Armadas, como ocorreu no passado, durante processos prévios de implantação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). “Nenhum apoio está descartado por parte do estado. O governador sinalizou ao presidente Temer a necessidade de apoio do governo federal. Havendo o apoio das Forças Armadas, se somará a esse esforço nosso no controle da criminalidade”, disse Alzir, que cogitou pedir a prorrogação da Força Nacional por mais 90 dias.

Além dos 300 integrantes recém-chegados, a corporação tem mais 125 agentes que já estavam no estado desde fevereiro, convocados durante movimento de paralisação da Polícia Militar e para garantir as votações de medidas fiscais impopulares na Assembleia Legislativa.

A PRF não definiu o número de agentes que reforçarão a segurança no Rio nem quando chegam. Entre a missão prioritária da entidade está a de combate ao tráfico de armas nas estradas.

Agência Brasil

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