França identifica mentor de atentados terroristas de Paris

Oussama Atar. Foto: Reprodução/ Youtube

As autoridades francesas identificaram o mentor dos atentados terroristas do dia 13 de novembro de 2015, que deixaram 230 mortos e centenas de feridos, informou o jornal “Le Monde”.

Paris 14/11/2015 Local onde ocorreram os atentados no centro de Paris . Foto Elizabeth Koechlin Bertrand/ Fotos Publicas
Paris 14/11/2015 Local onde ocorreram os atentados no centro de Paris . Foto Elizabeth Koechlin Bertrand/ Fotos Publicas

O coordenador das ações seria um extremista belga-marroquino identificado como Oussama Atar, 32 anos, e que já era suspeito de planejar os dois ataques ocorridos em Bruxelas em 22 de março deste ano.

Conhecido pelos extremistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) como Abu Ahmad, o jihadista atualmente mora na Síria e tinha a responsabilidade de recrutar, executar e financiar as células terroristas para os ataques.

Atar é primo de dois kamikazes que atuaram na França e foi preso no Iraque em 2005, sendo libertado em 2012, pouco antes de se juntar ao EI. Ele recrutou os dois homens que se explodiram próximo ao Stade de France, em novembro, e recai sobre ele a suspeita de ser o responsável por aprovar os planos de ataque ao aeroporto e ao metrô em Bruxelas.

Alemanha prende ‘pior recrutador’ do EI: A polícia alemã anunciou que deteve “cinco homens” que teriam a função de recrutar jovens muçulmanos para o Estado Islâmico, sobretudo nas regiões da Baixa Saxônia e Renânia do Norte-Vestfália.

Entre os detidos, está Ahmad Abdelazziz A., 32 anos, considerado um “pregador” e o “pior” recrutador do grupo terrorista no país, informou o jornal alemão “Süddeutsche Zeitung”. Além disso, outros jornais alemães destacaram que o iraquiano era “considerado uma figura central no ambiente islâmico da Alemanha”.

As investigações já duravam alguns meses e surgiram após um “jihadista arrependido” ter ajudado as autoridades alemãs no caso. Os homens são acusados de apoiar a organização terrorista e de ter ajudado na logística e no financiamento dos jovens que desejam entrar na “guerra santa” do EI.

ANSA

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