GAECO realiza operação para prender acusados de fraudes com veículos

Foto: Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO-MPRJ), e a Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Estado de Segurança realizam, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação Voo Livre para cumprir nove mandados de prisão preventiva. Dentre eles, de um policial civil, e outros 27 de busca e apreensão em três Estados.

O alvo é uma quadrilha responsável pelo golpe conhecido como “tombo no seguro”, que fraudava registros de ocorrência e outros documentos para obter indenizações junto a seguradoras. Entre os crimes praticados estão a falsificação de documento público e particular, estelionato e corrupção de agente público. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo que aceitou a denúncia oferecida pelo GAECO-MPRJ.

Os mandados são cumpridos em São Gonçalo, Teresópolis, Niterói, Rio Bonito, Engenho de Dentro e Rio das Ostras (RJ), Valparaíso de Goiás e Luziania (GO) e Brasília (DF). Eram vítimas das quadrilhas as companhias seguradoras, locadoras de veículos e pessoas físicas que tiveram seus documentos falsificados. A quantidade de registros fraudulentos relacionados a roubos de veículos também prejudicava a segurança pública, distorcendo as estatísticas e prejudicando a organização do policiamento.

De acordo com a denúncia, as fraudes consistiam na locação ou aquisição de automóveis com uso de documentos falsos e pagamentos com cartão de crédito “clonado”. Na aquisição, a quadrilha transferia a propriedade do veículo para outro integrante da organização, com mudança do município de emplacamento para dificultar a origem ilícita.

A partir daí era contratado um seguro e pouco depois era confeccionado um registro de ocorrência em delegacia relatando a prática de roubo. Com o documento, a seguradora era comunicada e a indenização paga, em benefício do grupo criminoso. O carro era escondido e desmanchado para a comercialização das peças.

Outra fraude consistia na locação de veículos com documentação falsa e posterior desmanche ou transferência dos carros de forma indevida junto ao Detran. Como consequência, as empresas lesadas registravam ocorrência contra pessoas inocentes que tiveram seus documentos falsificados pela quadrilha.

Natanael de Azeredo Ferreira, vulgo Natan, é apontado como um dos líderes da quadrilha e encontra-se preso na Cadeia Pública Patrícia Acioli. A investigação teve início como um desmembramento da Operação Amarante, desencadeada em março de 2015 para prender traficantes em São Gonçalo.

Na época foi apurada uma menção a Natan conversando com um traficante sobre a utilização de um carro obtido dessa forma fraudulenta. O policial civil denunciado é Fábio Augusto de Mello Xavier, vulgo Garotinho, responsável por produzir os falsos registros de ocorrência para obtenção das indenizações junto às seguradoras. A 71ª DP (Itaboraí), 72ª DP (São Gonçalo), 73ª DP (Neves) e 74ª DP (Alcântara) foram as delegacias onde foram verificadas fraudes, nas quais Flávio prestou serviços de plantão.

Entre os pedidos encaminhados pelo GAECO à Justiça está o de informações das seguradoras lesadas para o cálculo do ressarcimento dos prejuízos causados.

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