Greve geral contra Maduro não incluirá setor elétrico

O fornecimento de energia elétrica não será afetado durante a greve geral convocada para esta quarta (26) e quinta-feira (27) pela oposição contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou nesta terça-feira o sindicato operário do setor. A informação é da agência de notícias EFE.

“Devido às características do nosso trabalho, e não porque estamos ou não de acordo [com o governo], nós não podemos parar, ainda que alguns companheiros tenham dito que exercerão o seu direito a greve”, declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Elétrico, Elvis Villalobos.

Os eventuais cortes do fornecimento de energia que ocorrerem hoje e durante a greve se deverão a prejuízos ocasionados “pelo roubo” de equipamentos “e não em rejeição à Constituinte de Maduro”, declarou o sindicalista à emissora Unión Radio.

A greve nacional geral de 48 horas é uma das últimas ações de pressão impulsionadas pela oposição para fazer com que Maduro recue com seu plano de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

Entre as medidas tomadas contra a iniciativa do presidente, a oposição, que o acusada de querer consolidar uma “ditadura” através da ANC, sustenta que mais de 7,5 milhões de cidadãos expressaram ser contra a Constituinte em uma consulta eleitoral realizada no último dia 16 de julho.

Os seguidores de Maduro foram convocados a escolher, no próximo domingo, os integrantes da Constituinte em uma jornada eleitoral na qual o governo prevê boicote por parte da oposição.

Denúncias

Vários políticos opositores denunciaram hoje operações de busca, revista e detenções em Caricuao, distrito a oeste de Caracas, onde ocorreram enfrentamentos noturnos entre manifestantes que bloqueiam as ruas e as forças de segurança nos últimos dias.

“Caminhonetes brancas sem placas estão realizando diligências nos blocos 17 e 18 da UD3 em Caricuao. Cerca de 60 pessoas foram detidas”, afirmou o deputado Tomás Guanipa no Twitterem uma mensagem acompanhada de uma imagem onde é possível ver homens com coletes à prova de balas, mas não há identificação do corpo de segurança ao qual pertencem.

Usuários das redes sociais e moradores da região publicaram imagens assegurando que os responsáveis pelas diligências são agentes do Serviço de Inteligência (Sebin) e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar).

Para o líder opositor Henrique Capriles, estas ações das forças de segurança representam violações aos direitos humanos.

“Eis o presente da praga madurista para os caraquenhos nos 450 anos de Caracas! Buscas, revistas, repressão, violações aos direitos humanos!”, escreveu o opositor no Twitter.

Agência Brasil

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