Incêndios em Israel levantam suspeitas de ‘atos terroristas’

Após a série de grandes incêndios que atingiu as regiões centro e norte de Israel, a polícia local disse nesta quarta-feira (30) que ainda é muito cedo para determinar se o fogo foi causado por algum ato terrorista.

O esclarecimento das autoridades foi feito depois que ministros israelenses expressaram a suspeita de que os incêndios tenham sido provocados por nacionalistas árabes. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, chegou a qualificar as ações como “terrorismo”.

“É muito cedo para indicar que as razões são nacionalistas. Certamente houve incidentes de fraude, mas os motivos nacionalistas estão longe de serem apontados de forma definitiva”, informou um policial a emissora de TV “Canal 10”. No último domingo (27), o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, confirmou que os incêndios foram finalmente controlados. “Não há fogos grandes, embora os aviões continuem jogando água em áreas como Haifa para prevenir qualquer esforço”.

Haifa foi uma das regiões mais atingidas e teve, ao todo, 80 mil pessoas evacuadas. O fogo se estendeu também pela Cisjordânia, onde a situação foi estabilizada. De acordo com Rosenfeld, foram detidos 23 suspeitos de incitarem e provocarem os incêndios e 30 pessoas foram interrogadas nos últimos dias, sendo a maioria árabes israelenses.

A pedido de Netanyahu, o controle foi realizado com a ajuda de diversos países como Grécia, Croácia, Chipre, Itália e Turquia, que enviaram equipamentos para ajudar no combate às chamas. Este foi a pior série de incêndios no país desde 2010, quando 44 pessoas morreram. Na ocasião, foi concluído que o fogo havia sido provocado por negligência humana.

ANSA

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