Jardim Botânico do Rio reabre após quatro dias fechado por falta de segurança

Foto: Wikipedia

O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro reabriu hoje (11), para visitação, depois de ficar fechado por quatro dias por falta de segurança no local. A entrada de visitantes está sendo feita exclusivamente pelo portão da Rua Jardim Botânico, 1008. Os acessos da Rua Pacheco Leão ainda permanecerão fechados.

A Polícia Militar cumpriu, na última segunda-feira (7), a reintegração de posse do Horto, que fica dentro dos limites do parque, por determinação da Justiça Federal. Contrários à decisão judicial, os moradores da comunidade do Horto Moradores fizeram uma barreira com cadeiras de praia e com idosos e crianças sentados para impedir a entrada de um caminhão de mudança na comunidade. A operação de retirada terminou em confronto entre os militares da tropa de choque  e moradores.

Segundo a fotógrafa Alessa Barbosa, que se preparava para fazer um ensaio fotográfico na manhã de hoje no Jardim, o fechamento do local é prejudicial para quem usa o espaço para trabalhar, já que modelos, em especial gestantes, preferem serem fotografadas ali. “Prejudica, pois muitos colegas trabalham aqui. Eu costumo utilizar a Urca e o Parque Lage, que é aqui perto, como alternativa, mas as gestantes sempre pedem o Jardim Botânico”, disse.

A gestante Tatiana da Silva disse que, por coincidência, seu ensaio estava agendado para terça-feira, mas que teve que ser remarcado por outro motivo. Ela ficou surpresa ao saber que o Jardim estava reabrindo hoje. “Eu não sabia disso. Curiosamente, meu ensaio estava marcado para um dos dias em que ficou fechado, mas eu reagendei por outros motivos. Imagino o transtorno que seria, afinal, para vir hoje eu tive que faltar o serviço e me deslocar de Nilópolis até aqui. Penso em quem não teve a mesma sorte que eu e deu de cara com os portões fechados”.

Uma professora, que preferiu não se identificar, revelou que teve que adiar por várias vezes a visita de sua turma do colégio ao Jardim, por causa do fechamento. Ela disse que as mães estavam preocupadas com a situação. “Estamos procurando saber, desde segunda, quando reabriria, pois as crianças já estavam me cobrando. As mães também preocupadas com a segurança de seus filhos. Hoje mesmo, uma delas me perguntou se estava, de fato, tranquilo por aqui”, disse.

Na última quarta (9), o local foi cercado, na região onde ficam as casas, por indivíduos com os rostos cobertos com camisas pretas, aparentemente portando armas e bombas caseiras. Além disso, três servidores teriam sido agredidos com pedras atiradas por desconhecidos, dentro do arboreto, mas conseguiram se desviar do ataque, e não foram atingidos. O caso ocorreu na área conhecida como Lago da Restinga, próxima ao Bromeliário.

A vice-presidente da Associação de Moradores do Horto, Emília Maria de Souza, comentou que a nota não procede e mostra que o Jardim está “criando factoides” para comover a opinião pública. “Não ocorreu absolutamente nada. Eles estão buscando uma forma de criminalizar os moradores. Nossa índole não é violenta. Ninguém aqui é burro de usar força bruta contra quem quer que seja, embora a polícia e os seguranças do Jardim tenham usado.”

Agência Brasil

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