Katecô Danças Negras

Débora Campos e Genilson Leite Foto de All Dance

Katecô Danças Negras do Coletivo MUANES Dançateatro, sob a direção de Denise Zenicola, interpela o tempo, um mergulho poético em nossas memórias e lugares no mundo. Alinhavar de tempos e espaços diversos no melhor lugar, onde tudo se pode alcançar: o lugar da Dança Afro Contemporânea Brasileira.

KATECÔ Danças Negras foi contemplado na edição 2015 do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna com o patrocínio do Ministério da Cultura e Funarte e como Projeto Cultural no Prêmio Fomento Cidade Olímpica com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura 2016.

S​erviço:

​1º de setembro a 13 de outubro – sextas-feiras – 18h – (1,8,15,22 e 29 de setembro/6 e 13 de outubro)

Memorial Getúlio Vargas – Praça Luís de Camões s/n – Glória

Classificação indicativa para todas as idades ​
​Duração: 60 minutos

Ingressos: R$ 20 e R$ 10​
Dança Afro Contemporânea
Ficha técnica:

Direção Geral e Artística: Denise Zenicola

Direção Coreográfica: Denise Zenicola, Débora Campos, Amaury Lorenzo

Assistente de Direção: Débora Campos

Direção Musical e Percussão: Marcos Rum

Direção de Edição Musical: Chico Rota

Bailarinos/Performers: Álvaro Santos, Catia Costa, Débora Campos, Genilson Leite, Gisele Alves, Isabela Oliveira, Ivana D’Rosevita.

Concepção:

Montagem inusitada pela distância de um oceano entre bailarinos e a Diretora, distância atlântica que alavancou o ato criativo de todos nós, pelo ato virtual e campo sensível. KATECÔ Danças Negras abriga um pulsar de movimento e poética de dança entre tradição e contemporaneidade e deixa um pouco de si em marcas, tanto no corpo de quem dança como no de quem vê.

O roteiro de KATECÔ Danças Negras é livremente inspirado na filosofia Kongo ‘4 Momentos do Sol’ e oficina de Zeca Ligiéro, meu eterno mestre e amigo. Os quatro círculos nas extremidades da cruz, os quatro momentos do sol e a circunferência da cruz, certeza da reincarnação: o indivíduo Kongolês de especial correção moral nunca será destruído, voltará no nome ou corpo de sua descendência ou na forma de eterno lago, cachoeira, pedra ou montanha. O supremo no topo, os mortos em baixo, e a água, linha da Kalunga, entre os dois.

Coletivo MUANES Dançateatro.

Sempre é preciso avivar e criar memória, num país onde tudo ou quase tudo se desfaz em vagas lembranças e memórias seletivas. Entendemos que a dança mais que uma profissão é um modo de vida e através dela, a dança, histórias pessoais e memórias de esquecimento, podem ser contadas. Assim, o corpo que dança encontrará um eco particular neste contexto repleto de vivências e construirá seu gesto dramático à procura do que está e o que não está mais, do que desapareceu.

Assustados com este Brasil, estamos consciente que devemos fazer mais, pela via que melhor dominamos: pela Arte, nosso nexo, força e arma letal.

 

Joias Nativas

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