Light tem lucro líquido de R$ 59 milhões no terceiro trimestre de 2017 

Ações de combate ao furto de energia e melhora na qualidade do serviço contribuíram para o resultado

A Light obteve, no terceiro trimestre de 2017 (3T17), lucro líquido de R$ 59 milhões, contra prejuízo de R$ 62 milhões registrados no mesmo período do ano anterior (3T16). Este resultado é influenciado, principalmente, pelo desempenho operacional da empresa (continuidade do programa de combate às perdas, redução na Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) e controle de gastos), além do impacto positivo da revisão tarifária homologada em março de 2017. O Ebitda do 3T17 foi de R$ 503 milhões, 61,9% acima do montante apurado no 3T16.

As perdas de energia terminaram o 3T17 no patamar de 22% sobre a carga-fio (energia total que passa pela rede da Light), mantendo a trajetória decrescente desde março de 2016, quando iniciou-se nova estratégia de combate às perdas, intensificando as ações em bairros de média e alta renda por meio de medidas que visam a recuperação e incorporação de maiores volumes de energia por cliente. Nessas áreas, as perdas totais sobre carga-fio estão em 15,1%, enquanto que nas chamadas áreas de risco chegam a 81,3%.

Os investimentos na distribuição de energia, que somaram 86,8% (ou R$ 178,8 milhões) dos recursos aplicados pela Light no 3T17 (R$ 206,1 milhões, excluindo aportes, 16,3% a mais que no 3T16) trouxeram resultados positivos na qualidade do serviço prestado aos seus clientes. A Duração Equivalente de Interrupção (DEC) – número médio de horas que um consumidor fica sem energia elétrica em um ano – somou 10,28 horas, 6,3% a menos que o registrado em junho de 2017; já a Frequência Equivalente de Interrupção (FEC) – número médio de vezes em que houve interrupção do fornecimento de energia durante um ano – chegou a 5,54 vezes, resultado 9% menor que o índice obtido no 2T17. Com esses resultados, a Light já se encontra abaixo do limite superior pactuado com a ANEEL para dezembro de 2017.

Consumo, taxa de arrecadação e dívida
O consumo total de energia na área de concessão da Light, no trimestre, apresentou diminuição de 4,4% sobre o 3T16, alcançando 5.683 GWh, explicada principalmente pela redução da atividade econômica do Estado do Rio de Janeiro. Todas as classes apresentaram retração no 3T17: residencial, -0,6%; comercial, -4,8%; e industrial, -5,3%.

A Taxa de Arrecadação (12 meses) da distribuidora em setembro de 2017 foi de 94,1%, superior a do trimestre anterior (93,9%). Expurgando-se o efeito da recuperação de energia, cuja arrecadação ocorre de forma parcelada, a taxa registrada no período seria de 99,1%, também maior que o percentual de 98,7% apurado em junho deste ano.

A Light encerrou o 3T17 com dívida líquida de R$ 6.889,1 milhões, aumento de 3,3% ante junho de 2017. No entanto, o indicador de covenants na relação Dívida Líquida/EBITDA segue em trajetória de queda, fechando o trimestre em 3,10x (vezes), menor que o índice do 2T17 (3,23x) e abaixo do limite de 3,75x estabelecido contratualmente com bancos credores.

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