Lixo acumula em Guarulhos; coletores podem acabar hoje greve iniciada na segunda

Os coletores de lixo Guarulhos, cidade da Grande de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes, devem encerrar hoje (14) a paralisação inciada na noite da última segunda-feira (12). A categoria, que reúne 450 trabalhadores, reclama da falta de pagamento do salário de novembro e da primeira parcela do décimo terceiro salário.

Em assembleia realizada na manhã de hoje, os funcionários da turma matutina aceitaram a proposta da empresa Quitaúna, contratada pela Prefeitura de Guarulhos para fazer a coleta na cidade. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros, Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá (Sincoverg), Lidenor Pinheiro, a empresa se comprometeu a fazer o pagamento ainda hoje. “ Hoje será pago o salário de novembro, metade do 13º no dia 20 de dezembro e a outra metade no dia 10 de janeiro, junto com o salário de dezembro.”

Segundo o diretor, é preciso fazer mais uma assembleia. “A turma do dia aceitou a proposta, então eles encerraram a greve, porém como está no final do expediente já foram liberados”, explicou. Às 18h será feita outra assembleia.

“Provavelmente a turma da noite deve aprovar [a proposta da empresa], mas eles [os trabalhadores] só devem iniciar os trabalhos após as 19h”, observou. Ele alerta que, se a empresa não cumprir o acordo, os trabalhadores retomam a paralisação.

O diretor afirma ainda que o acordo não foi o ideal, mas o possível. “É lógico que a gente queria que eles recebessem todo o 13º no dia 20, porém a prefeitura deve para a empresa e não pagou tudo ainda. A situação não é fácil, mas é o que pode ser feito no momento”.

Lixo

Enquanto os coletores não voltam ao trabalho, cerca de 1000 toneladas de lixo estão acumuladas nas ruas da cidade, de acordo com o sindicato da categoria.

A dona de casa Andreza Suzuki, moradora da Vila Galvão, elogia a postura dos vizinhos diante da situação. “As pessoas estão sendo civilizadas, voltam com o lixo para dentro de casa, apenas alguns o deixa na porta”. Já a professora Tânia Maria de Souza disse que, no bairro onde mora, a Vila Macedo, o volume de lixo já está grande. Ela concorda que é a greve é necessária. “Quase nunca tem greve, então o motivo é justo, espero que eles paguem o salário e voltem, porque ficar com o lixo acumulado, com esse calor e com a chuva, vai dar em doenças”.

O autônomo Maurício Aparecido, morador da Vila Galvão, também reclama da situação. “É lixo em cima de lixo, pagamos imposto e não tem quem cuidar”, disse. Para o vendedor Rafael Xavier, o acúmulo de lixo atrapalha o comércio. “Aqui, no centro, a situação está ruim, a população fica passando nas calçadas com tudo sujo, é horrível. No meu bairro, Adriano, teve feira ontem e a rua não foi varrida, mas espero que se resolva logo”.

A Agência Brasil entrou em contato com a empresa Quitaúna, que faz a coleta, mas foi informada que ninguém iria se pronunciar. Até o fechamento da matéria, a prefeitura também não retornou ao contato realizado.

Agência Brasil

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