Mais de 30 pessoas são presas em operações da Polícia Civil e MP no Rio

Foto: Divulgação

Mais de 30 pessoas foram presas nesta quarta-feira (19) no estado do Rio de Janeiro em duas grandes operações da Polícia Civil para combater o tráfico de drogas, exploração de transporte alternativo e roubo de veículos.

Na zona norte da capital fluminense, 15 pessoas foram presas acusadas de associação com o tráfico e exploração do transporte alternativo. Foram recuperados cinco carros roubados e apreendidos cinco automóveis de luxo, armas e grande quantidade de dinheiro. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), os acusados arrecadaram cerca de R$ 27 milhões nos últimos três anos em extorsões a motoristas que atuam no transporte alternativo.

A Operação Soberano tem 22 mandados de prisão preventiva pelos crimes de tráfico, lavagem de dinheiro e extorsão. Um dos procurados é Fernando Gomes Freitas, conhecido como Fernandinho Guarabu, apontado como chefe do tráfico de drogas em comunidades da Ilha do Governador.

Entre as práticas de extorsão adotadas para forçar o pagamento de taxas, em torno de R$ 350 por semana para os veículos rodarem, estavam a utilização de armas pelos criminosos, ameaças de morte, incêndio e sequestro dos veículos. Em alguns casos, cobradores eram colocados dentro das vans para recolhimento direto das taxas.

Ainda segundo a denúncia, Guarabu delegou ao ex-policial militar conhecido como Batoré a gerência do núcleo dedicado à extorsão semanal de motoristas de vans e kombis das 13 linhas que circulam internamente na região. Batoré foi expulso da Polícia Militar após ser condenado em 2005 pela venda de três armas de fogo à quadrilha liderada pelo traficante. A investigação comprovou que ele foi responsável pelo incêndio de uma Kombi em frente ao Ilha Plaza no dia 18 de agosto de 2014 como forma de intimidação. Outra frente do grupo era a exploração de linhas oriundas do centro da cidade (Zumbi/Candelária e Bananal/Castelo), gerenciada por Carlos Alberto Cambraia Junior, vulgo Metal, que morreu em uma troca de tiros no dia 17 de janeiro.

Quando a investigação foi iniciada, em 2014, o transporte alternativo funcionava por meio de cooperativas de transporte, usadas pelos criminosos para dissimularem as extorsões. A partir do Decreto Municipal 37.154/2013, que estabeleceu o Sistema de Transporte Público Local, e a posterior licitação das linhas de transporte, foi possível melhorar o controle do sistema de transportes, com autorizações concedidas a cada motorista individualmente, independentemente de vinculação a qualquer cooperativa.

Ao longo de 2014 até outubro de 2015, o grupo de Batoré utilizava, segundo a denúncia do MPRJ, a Cooperativa Shalon Fiel como fachada para justificar cobrança dos valores extorquidos dos motoristas, cerca de 500 cooperados. A continuidade da prática foi constatada mesmo após a dissolução da cooperativa, em novembro daquele ano, após apreensão de diversos documentos pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado.

Baixada Fluminense

Policiais civis também fizeram grande operação contra o tráfico de drogas e o roubo de veículos em comunidades da Baixada Fluminense e prenderam 16 pessoas.

“Em São João de Meriti houve confronto, troca de tiros, por sorte não houve feridos Apreendemos drogas, material para a endolação [preparo] da droga”, disse o delegado responsável pela operação, Moyses Santana, titular da 64ª Delegacia de Polícia. “O trabalho vai continuar, ainda tempos alguns foragidos, e vamos identificar novos paradeiros desses foragidos e identificar novos traficantes após a operação de hoje.”

Agência Brasil

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