Marcela Gontijo discute as transformações das grandes metrópoles na individual New Territories

193 x 212 cm - técnica mista sobre tela em chassi - 2016

 

Grandes metrópoles sempre fizeram parte da vida de Marcela Gontijo, que já morou em São Paulo, na Cidade do México e em Hong Kong. O ritmo acelerado, as misturas de etnias e as constantes ocupações e transformações das cidades são os principais elementos de seu mais novo trabalho, que será apresentado na individual New Territories, a partir de 21 de novembro, na Galeria Movimento, no Rio de Janeiro.

Com texto de apresentação de Felipe Scovino, a mostra conta com sete obras inéditas de grandes dimensões (2 x 2,20 e 1,80 x 1,20), produzidas em suportes como lona ou compensado. Os trabalhos foram feitos nos últimos quatro anos, período em que a artista viveu em Hong Kong. Foi num ateliê chinês alugado na região chamada New Territories, que Marcela reuniu todos os elementos urbanos que achou interessantes, como jornais, revistas, panfletos e fotografias das ruas. “É uma área fora do centro, bastante industrial, mas que agora tem também algumas residências. Um espaço em total transformação”, diz.

A artista começou suas obras pelas pinturas, depois vieram as colagens a partir dos elementos encontrados nas ruas e, por fim, as grossas fitas coloridas, restos também das lojas de New Terrotories. Como uma trama urbana, parte dos trabalhos de Marcela não têm molduras, são colados à parede, num repertório como o das metrópoles, onde não se sabe onde é o início ou o fim.

“Este sintoma de uma cidade em transformação, atravessada por novas configurações geográficas, oportunidades de trocas culturais, cores, formatos, enfim, um turbilhão de informações e também revezes geram os mapas ou pinturas de Gontijo”, escreve Scovino em seu texto de apresentação. “É como se pudéssemos perceber através das obras, a diagramação e escala de novos bairros, a disposição das áreas urbanas, mas também uma espécie de imagem e som da cidade”, completa.

Marcela selecionou dois trabalhos para serem finalizados no Rio, às vésperas da exposição, com elementos encontrados pela artista na Cidade Maravilhosa. Com isso, ela chama a atenção para questões comuns aos grandes centros urbanos em todo o mundo, como a especulação imobiliária. “Com essa exposição quero chamar a atenção para a multiplicidade. O mundo mudou, não cabem mais muros. Temos que criar novas formas de entender o território e suas ocupações”, resume.

Sobre a artista – Com licenciatura em Educação Artística – Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, Marcela Gontijo já participou de exposições individuais e coletivas em cidades como Hong Kong, Rio de Janeiro, Florianópolis, São Paulo e Cidade do México. Suas obras fazem parte de importantes coleções particulares no Brasil e no exterior. Nascida em Belo Horizonte, a artista que vive em Brasília participou da ArtRio 2016 e teve todas as suas obras expostas compradas durante a feira.

Marcela é também presidente do IPG – Instituto Paulo Gontijo, uma organização privada, sem fins lucrativos, idealizada e deixada por seu pai, o físico, engenheiro civil e empresário Paulo Gontijo. O objetivo do IPG é promover pesquisas e estudos científicos a respeito da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e desenvolver ações de sensibilização e humanização que possam contribuir para o melhor atendimento dos profissionais, pacientes e das famílias envolvidas com a doença.

Serviço – Marcela Gontijo, New Territories

Abertura: 21 de novembro, das 19h às 22h

Local: Galeria Movimento – Av. Atlântica, 4.240, lojas 212 e 213, Copacabana. Tel: 2267-5859

Período da exposição: 22 de novembro a 22 de dezembro de 2016

Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h30. Sábados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

 

Deixe uma resposta