Maré baixa faz Itália registrar boom na chegada de imigrantes

A piora nas condições meteorológicas na região do Mar Mediterrâneo diminuiu a chegada de imigrantes ilegais às ilhas italianas nesta segunda-feira (17), informou a Guarda Costeira da Itália. Durante o fim de semana, com a situação de maré baixa, houve um gigantesco fluxo de deslocados durante o final de semana de Páscoa.

Nesta segunda, o navio militar alemão Rhein atracou em Catânia com 1.181 imigrantes resgatados durante o fim de semana. Já o navio militar Panther chegou à Messina com outros 1.267 deslocados enquanto a embarcação militar Chimera atracou no Porto Empedocle, na Sicília, com outros 451 estrangeiros a bordo.

Todos os imigrantes foram resgatados em uma série de operações marítimas da União Europeia e da Itália durante o fim de semana. Segundo a Guarda Costeira, foram 8,5 mil pessoas resgatadas nos últimos três dias (dois mil na sexta-feira, 4,5 mil no sábado e dois mil ontem).

Também foram retirados do mar 13 corpos – incluindo o de um menino de oito anos – após um naufrágio ainda na costa da Líbia.
De acordo com o governo italiano, já estão sendo feitos os trabalhos para a redistribuição dos imigrantes nos centros de acolhimento do país.

A rota mediterrânea entre Líbia e Itália tem sido a principal via marítima para milhares de pessoas que fogem das guerras e dos conflitos civis no norte da África, especialmente, após um acordo entre a União Europeia e a Turquia. O pacto reduziu drasticamente a saída de pessoas do Oriente Médio em direção à Grécia.

Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), sem incluir os dados do fim de semana, 26.886 imigrantes partiram do norte da África em direção à Itália em 2017, com mais de 600 mortes ou desaparecimentos durante as travessias. Para se ter ideia, a rota até a Grécia registrou 4.107 chegadas até o dia 11 de abril, com 14 mortes. Na comparação em números gerais com o ano passado, durante o mesmo período de 2016, 172.774 pessoas já haviam chegado à Europa por vias marítimas – enquanto neste ano foram 31.993.

ANSA

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