Menina que tuitava sobre vida em Aleppo visita Erdogan

A menina síria Bana Alabed, de sete anos, que chamou a atenção mundial por publicar mensagens no Twitter sobre a destruição de Aleppo, foi recebida nesta quarta-feira (21) pelo presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, em Ancara.

Em sua conta no Twitter, o mandatário turco publicou imagens do encontro que mostram a menina sentada em seu colo. “Fiquei satisfeito por receber Bana Alabed e sua família no complexo presidencial hoje. A Turquia estará sempre ao lado do povo da Síria”, escreveu ele.
Em agradecimento, Alabed também postou uma mensagem em sua conta na rede social. “Estou muito feliz de ter encontrado o senhor Erdogan”, disse ela.

A criança ficou famosa após publicar no Twitter vídeos e fotos de seu cotidiano em Aleppo, na Síria. Ajudada pela mãe, Fatemah, que gerencia a página, a menina se tornou um símbolo da tragédia da guerra civil síria.

Sua conta foi criada há apenas três meses e já atraiu mais de 360 mil seguidores. Os tuites são escritos em inglês e retratam o drama vivido na cidade. Segundo o jornal “Washington Post”, a garota pode ser qualificada como a “Anne Frank [alemã de origem judaica vítima do Holocausto, que ficou conhecida após a publicação de seu diário] de Aleppo.

No entanto, o regime do presidente Bashar Al-Assad classificou as mensagens como propaganda política. Já o ministro turco das Relações Exterioriores, Mevlut Cavusoglu, disse que Alabed e sua família deveriam ser levadas para a Turquia depois de serem retiradas de Aleppo. Nesta semana, a família da menina foi retirada em segurança da parte oriental de Aleppo, junto com mais 25 mil pessoas, após negociações realizadas pela Turquia e a Rússia.
Atualmente, a Turquia abriga cerca de 2,7 milhões de refugiados.

No entanto, Ancara prefere cuidar dos que não estão feridos, no lado sírio da fronteira. De acordo com anúncio realizado nesta quinta-feira (22), dia da iniciativa solidária #AleppoDay, pelo porta-voz do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) na Itália, Andrea Iacomini, ainda há quatro mil crianças presas em Aleppo e propensas a morrer.

“Eles estão no que resta da cidade. Muitos são órfãos e sem família que precisam de ajuda imediata ou correrão risco de morte”, ressaltou ele. À respeito da evacuação contínua, a “notícia de que crianças e civis morreram por causa da superlotação no ônibus não foi confirmada. Um fato horrível. Temos que vigiar porque certos fatos, se confirmados, seriam paradoxalmentes desumanos”, completou Iacomini.

ANSA

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