Mesmo sem greve da PM, Forças Armadas atuam no policiamento no Recife

Os 3,5 mil militares das Forças Armadas destacados para reforçar o policiamento nos 13 municípios da região metropolitana do Recife já estão atuando nas ruas. Desde a última sexta-feira (9), quando o governador Paulo Câmara (PSB) solicitou o reforço por uma ameaça de greve da Polícia Militar (PM), parte do efetivo já tinha sido disponibilizado. A operação é denominada Leão do Norte.

Câmara solicitou ao presidente Michel Temer (PMDB) o emprego das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança por considerar o movimento ilegal. Em nota divulgada neste fim de semana pelo governo do estado, a medida é tratada como uma “precaução”. A Força Nacional não foi empregada.

Em assembleia na última sexta-feira (9), os policiais militares decidiram paralisar as atividades. No evento, realizado na Praça do Derby, no Recife, foram presos o presidente e o vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Albérisson Carlos e Nadelson Leite, por descumprirem decisão judicial que impedia a realização de qualquer reunião para deflagrar o movimento grevista.

Depois da prisão, a categoria decidiu não realizar a greve, mas os policiais fazem operação padrão e se recusam a participar dos Programas de Jornada Extra, que reforçava o policiamento diante do déficit de pessoal. Por isso, o emprego das Forças Armadas foi mantido até o dia 19 de dezembro.

As Forças Armadas realizam o controle operacional da segurança na região metropolitana – delegando atribuições e coordenando as atividades da PM, Polícia Civil e demais órgãos da área. Nesta manhã, o ministro da Defesa, o pernambucano Raul Jungmann, acompanha o trabalho conjunto no Centro Integrado de Comando e Controle do estado, no bairro de São José.

Os militares que participam da operação são lotados em Pernambuco (1.540 integrantes) e também em outros estados do Nordeste: Paraíba, Ceará, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas, além de 100 pessoas de outras unidades da federação não especificadas.

Soltura de dirigentes

No sábado à noite (10), os dirigentes da associação foram soltos em audiência de custódia realizada no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano. Na decisão, o juiz Ivan Alves de Barros disse entender que não houve qualquer infração penal e classificou as prisões como “abuso de autoridade”, não compatível com o Estado Democrático de Direito.

Agência Brasil

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