MPF investiga causas de fogo em armazém de fertilizantes em Cubatão

Bombeiros trabalham para conter incêndio em armazém de nitrato de amônio. Foto: Alex Rodrigues/ Corpo de Bombeiros

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio que atingiu um armazém da Vale Fertilizantes, no Complexo Industrial de Cubatão, na Baixada Santista. O fogo teve início na tarde de ontem (5) e só foi completamente extinto no início da manhã de hoje (6).

O MPF considera urgente a apuração das causas e a extensão dos prejuízos causados pelo incêndio. Para o órgão, é preciso apurar a possibilidade de risco a saúde da população e trabalhadores da região, além de prováveis danos ao meio ambiente, devido a emissão de fumaça tóxica.

Um bombeiro chegou a ser socorrido, vítima de intoxicação. De acordo com a prefeitura de Cubatão, 218 moradores da Comunidade Mantiqueira, na divisa com Santos pelo lado continental, precisaram deixar suas casas, por cautela. Eles foram levados em ônibus da prefeitura para a escola municipal João Ramalho, na Vila Nova. Às 21h30, as famílias foram liberadas e voltaram para casa.

O acesso ao porto de Santos foi fechado às 16h30 de ontem e reaberto por volta das 19h, de acordo com a Marinha. O fechamento temporário não causou prejuízos, já que esse era o período de intervalo de entrada de navios.

O fogo começou na tarde de ontem (5), com a explosão em uma correia transportadora que alimenta o armazém da unidade de nitrato de amônia. O prédio teve evacuação imediata e nenhum funcionário ficou ferido. A fumaça emitida, resultado da queima de nitrato, de cor laranja avermelhada, é tóxica.

Drone

Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) estiveram no local e, com ajuda de um drone, monitoraram a área. Segundo o órgão, não há maiores riscos, embora o nitrato de amônia possa ter causado irritações nos olhos, na pele e no trato respiratório das pessoas.

Marco Antônio do Vale, coordenador da área de Segurança, Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista, disse ontem à Rádio Nacional, que havia informe preliminar que indicava aquecimento anormal na correia.

A Vale Fertilizantes, por sua vez, informou que a empresa não tinha recebido tal alerta. Segundo a empresa, o controle das operações é rígido e, diante de qualquer risco, as atividades são paralisadas.

Em nota, a Vale Fertilizantes disse que está trabalhando com o Corpo de Bombeiros e autoridades locais e não medirá esforços para minimizar os efeitos do incidente para a população. As causas do incêndio estão sendo apuradas, bem como eventuais danos ambientais.

Agência Brasil

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