“Nada” na Cidade das Artes

Foto: Renato Krueger

“Nada”, peça com direção de Gilberto Gawronski e Analu Prestes e Clarisse Derzié Luz no elenco, segue para a sua quarta temporada, de 19 a 27 de agosto, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. O projeto, que começou literalmente de nada além da vontade das atrizes e do diretor trabalharem em conjunto, foi sucesso de público no Teatro Dulcina, no Centro Cultural Midrash e no Teatro Poeira, onde estreou em março.

O texto do espetáculo é uma colagem de “O Canto do Cisne” e de “Malefícios do Tabaco”, de Anton Tchekhov, com dramaturgia de Gilberto Gawronski. Analu Prestes e Clarisse Derzié Luz interpretam dois homens que, por sua vez, interpretam duas mulheres e, ao final, são apenas dois seres humanos.

Na peça, um velho ator faz pela última vez o monólogo “Malefícios do Tabaco”. Ele não quer ir para casa porque não tem ninguém e fica no camarim contracenando com o Ponto, que mora no teatro. Algo que acontece no fim de um espetáculo, inverte a situação e faz o público enxergar um teatro vazio, fechado e sem gente. O foco desloca-se da situação cômica de alguém que dá uma conferência sobre um tema que não entende nada para se centrar na tragicomédia da existência de um homem.

A encenação de “Nada” é repleta de ambiguidades e sutilezas no texto, que também utiliza trechos pinçados de outras peças que os três artistas já encenaram ao longo de suas carreiras. “Analu estava na montagem de ‘As três irmãs’, direção de José Celso Martinez Correa, 1972. Clarisse fez ‘O jardim das cerejeiras’, direção de Paulo Mamede, 1989. Eu participei de ‘A Gaivota’, direção de Enrique Diaz, 2006. E coloquei ainda um pedacinho de ‘Rei Lear’, de Shakespeare, direção de Ron Daniels, com Raul Cortez, onde eu interpretava o Bobo, 2000”, fala Gawronski.

Para Clarisse Derzié Luz, a Selma da novela “A Força do Querer”, “houve uma confluência de desejos. Desde que o Gilberto trouxe a ideia e depois foi acrescentando os textos com tanta agilidade, em poucos dias a gente tinha a peça na mão. “Nada” é sobre fazer teatro, sobre a vida e sobre o tempo”.

O cenário aposta em poucos elementos e traz projeções visuais idealizadas e operadas por Renato Krueger, que também está em cena. O figurino foi garimpado e customizado pelo próprio diretor a partir do acervo doado pela atriz Marília ainda em vida. “Ela me disse que não queria que virasse peça de museu, mas que servisse para vestir outros personagens. Nada como estar bem acompanhado”, conclui Gawronski.

Sinopse:
Um velho ator faz pela última vez o monólogo “Malefícios do Tabaco”. Ele não quer ir para casa porque não tem ninguém e fica no camarim contracenando com o Ponto, que mora no teatro. Eles atravessam a madrugada bebendo vodca e interpretando personagens. O foco desloca-se da situação cômica de alguém que dá uma conferência sobre um tema que não entende nada para se centrar na tragicomédia da existência de um homem.

Serviço:
“Nada” – Direção e dramaturgia de Gilberto Gawronski, a partir de textos de Anton Tchekhov; com interpretação de Analu Prestes, Clarisse Derzié Luz e Renato Krueger;
Datas: 19 a 27 de agosto (sábado, às 21hs; e domingo, às 19hs)
Duração: 1 hora e 10 min
Classificação Etária: 12 anos
Local: Cidade das Artes – Sala Eletroacústica
Av. das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca
Informações: (21) 3325-0102
Capacidade: 100 lugares
Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada) à venda na bilheteria do teatro ou pelo site www.ingressorapido.com.br

Ficha Técnica:
Textos: Anton Tchekhov
Dramaturgia e encenação: Gilberto Gawronski
Elenco: Analu Prestes, Clarisse Derzié Luz e Renato Krueger
Direção de Produção: Jessica Leite
Assistente de Produção: Alexandre Paz
Fotos e Projeções: Renato Krueger

 

 

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