Não há registro de brasileiros entre vítimas de explosões em São Petersburgo

O Ministério de Relações Exteriores informou na noite de segunda-feira (3) que não há registro de brasileiros entre as vítimas das explosões ocorridas nesta segunda-feira no metrô de São Petersburgo, que deixou dez mortos o e cerca de 30 feridos.

Em nota, o Itamaraty afirmou que o governo brasileiro recebeu a noticia “com consternação” e que o núcleo de assistência a brasileiros está à disposição para informações e esclarecimentos. No documento, o ministério transmitiu condolências aos familiares das vítimas e manifestou solidariedade ao povo e ao governo Russo.

Maquinista

Horas depois do atentado, autoridades russas informaram que o metrô prosseguiu até estação após a explosão. De acordo com informações da Agência EFE, o maquinista do metrô de São Petersburgo não parou a composição até chegar à próxima estação. A medida ajudou a remover os feridos e a salvar vidas, disseram os investigadores.

“O maquinista do trem onde aconteceu a explosão em um dos vagões agiu com sensatez em uma situação complicada. A explosão ocorreu entre duas estações, mas ele tomou a decisão absolutamente correta de não parar o comboio até chegar à próxima estação”, afirmou a porta-voz do Comitê de Instrução russo, Svetlana Petrenko. “Isto permitiu iniciar a remoção das pessoas imediatamente e ajudar os feridos”, acrescentou a porta-voz.

Segundo os dados oficiais do Ministério da Saúde da Rússia, o número de mortos no atentado é de dez pessoas. Desse total de vítimas, sete morreram no local da explosão, outra pessoa morreu na ambulância e outras duas já no hospital. Os feridos foram transferidos para hospitais, dos quais seis se encontram em estado grave.

Inicialmente, informações indicavam que tinham ocorrido duas explosões, mas o Comitê Nacional Antiterrorista (CNA) assegurou que a única explosão ocorreu por volta das 15h (horário local) entre duas paradas do metrô, perto da estação central de “Tekhnologichesky Institut”.

Além disso, outra bomba caseira foi desativada pela polícia especializada na estação do metrô de “Ploschad Vasstania”.

ONU condena ataque

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, condenou o atentado no metrô de São Petersburgo. Guterres também ofereceu suas condolências às famílias das vítimas, ao governo e ao povo russo, segundo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em um breve comunicado. “Os responsáveis deste ato abominável devem prestar contas”, ressaltou o chefe das Nações Unidas.

Agência Brasil

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