No Dia Mundial da Conscientização da Doença de Alzheimer, especialistas dão orientações sobre prevenção e reabilitação

Falhas na memória que se tornam cada vez mais comuns, dificuldade para resolver problemas e executar tarefas, confusão mental, desorientação, alterações de humor. Esses são alguns dos principais sintomas do Alzheimer, cujo data mundial de conscientização tem o dia 21 de setembro como marco. Para propiciar a reabilitação desses pacientes, o Hospital Placi realiza, semanalmente, atividades de estimulação cognitiva com apoio da terapeuta ocupacional Thaissa Pimentel e da psicóloga hospitalar Joane Jardim, que integram a equipe interdisciplinar do Placi. Para buscarmos orientações sobre prevenção e tratamento, conversamos com as especialistas sobre o tema. Leia abaixo:

  • De que forma as atividades de estimulação cognitiva ajudam na reabilitação do paciente com doença de Alzheimer no Placi?

Segundo as especialistas, as atividades de estimulação cognitiva realizadas com os pacientes têm o objetivo de ativar funções cerebrais existentes para permitir que elas compensem aquelas já comprometidas pela doença. Assim, o estímulo cognitivo entra no processo de reabilitação visando estimular a capacidade funcional e, além disso, procura postergar o processo demencial, estimulando atenção, concentração, raciocínio lógico, aprendizagem, linguagem, entre outras funções.

  •  Quais as principais atividades de estimulação cognitiva que podem ser praticadas por familiares e cuidadores junto a pacientes com Alzheimer?

Para a terapeuta ocupacional Thaissa Pimentel, atividades como jogos de memória, quebra cabeça, dominó, cartas, bingo, jogos virtuais, artesanato, uso de calendário, ler, escrever, palavra cruzada, caça palavras, atividades de lógica, recordações de eventos ocorridos anteriormente, visualização de fotos, ouvir música, cantar, cozinhar, entre outras ações, ajudam a estimular o aspecto cognitivo. Além disso, a organização da rotina também é uma boa estratégia para estimular o paciente com doença de Alzheimer. 

  • Para familiares e cuidadores que lidam com os momentos de esquecimento de pessoas com Alzheimer, quais as principais orientações?

De acordo com a psicóloga hospitalar Joane Jardim, os familiares e cuidadores podem tentar manter o máximo de independência possível do paciente, respeitando os limites e individualidades de cada um. Deixá-lo executar tarefas simples como vestir-se ou comer sozinho, criar uma rotina com calendário e horários (de forma simples e objetiva, planejando as atividades diárias, por exemplo) são ações que estabelecem uma ordem, ajudam a memória e minimizam a confusão mental. Além disso, é preciso ter flexibilidade e paciência, pois o paciente pode executar essas tarefas de forma mais lenta, comparado ao desempenho que tinha antes da doença. Todas essas questões são trabalhadas no Placi, visando proporcionar aos pacientes ganhos na autonomia e na qualidade de vida.

Ao reunir uma equipe interdisciplinar — são médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais —, o Hospital Placi, um dos pioneiros no Brasil em cuidados de transição, oferece acompanhamento integral a pacientes crônicos ou com necessidade de recuperação prolongada, seja para reabilitação, assistência continuada ou cuidados paliativos.

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