No Rio, Marinha fecha com grades trecho do Boulevard Olímpico

Foto: Google Maps

A Orla Conde, no Boulevard Olímpico, entre o Museu Histórico Nacional, na Candelária e a zona portuária, junto ao Museu do Amanhã, na Praça Mauá, começou a ser cercada pela Marinha, restringindo o acesso dos populares por um corredor de 3,5 quilômetros.

O espaço foi fechado com grades na área que fica junto à Baía de Guanabara e do outro lado, onde estão os equipamentos públicos instalados pela prefeitura do Rio para servir de lazer, como mesas e bancos, e o gramado ficaram sem acesso pelo público. Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Boulevard Olímpico chegou a receber mais de 1 milhão de visitantes  que passaram por esse local.

Em nota, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) informou que o espaço foi inaugurado em 5 de agosto último, como parte da Orla Conde. O Largo da Candelária foi revitalizado e aberto ao público após 250 anos fechado para uso exclusivo da Marinha, em acordo assinado com a prefeitura do Rio.

A nota diz ainda que durante a Rio 2016, a área de estacionamento pertencente à Marinha foi ocupada por um dos patrocinadores e devolvida depois dos Jogos Olímpicos. No entanto, o espaço gradeado avançou além da área do 1º Distrito Naval e inviabilizando o uso do novo mobiliário urbano pelos visitantes.

Diálogo

A Secretaria Especial de Concessões e parcerias Público-Privadas (Secpar) entrou em contato com a Marinha solicitando que a área revitalizada seja reaberta. O secretário Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Jorge Arraes, afirmou hoje (20) que a prefeitura deverá chegar a um acordo em relação ao fechamento de área do Boulevard Olímpico, no trecho entre o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, e a Casa França Brasil, na Candelária.

Arraes disse que o acordo com a Marinha foi cumprido. Esse acerto previa a cessão de uma servidão de passagem para a cidade e, em contrapartida, a prefeitura executaria algumas obras no 1° Distrito Naval. “Cumprimos o que foi combinado. Estamos devolvendo para a Marinha aquilo que já era estacionamento dela e urbanizamos o restante da área, que foi validado por eles”.

Arraes disse desconhecer as razões que levaram a Marinha a cercar a área há mais de três semanas em frente ao Distrito Naval e em frente ao mar. “Eles cercaram também esse trecho e não entendemos o motivo.”

O secretário informou disse que a expectativa é que a negociação tenha êxito. “Do ponto de vista estético, é feio e do ponto de vista social, restringe a convivência”.

Em relação ao aspecto da segurança, Arraes considera até admissível a colocação de grades na área que fica em frente ao mar, na Baía de Guanabara. Mas na praça, não. “Eles estão usando como estacionamento. Não é, de fato, o uso adequado e vamos insistir”.

Agência Brasil

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