No Rio, presos com diploma serão transferidos para nova unidade prisional

Presos com curso superior, no Rio de Janeiro, serão ser transferidos para uma ala reformada da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte da cidade. Atualmente, eles estão no Complexo Prisional de Gericinó.

Entre diplomados, estão os detentos que não pagaram pensão alimentícia, e réus da Lava Jato, como o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-secretário de saúde Sérgio Cortez e o ex-secretário de obras Hudson Braga. A informação é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

A nova ala da unidade prisional conta com três galerias e ocupa todo o segundo andar do prédio, com capacidade para 162 internos. Cada cela pode abrigar até seis presos, em três beliches.

A Cadeia Pública José Frederico Marques continuará sendo a porta de entrada para o sistema prisional, com presos comuns e presos federais. No prédio, foram instaladas 53 câmeras dentro das galerias, portarias, pátio de visitas, banho de sol, no acesso à portaria principal, conforme solicitado pela Vara de Execuções Penais.

Uma equipe de inspetores de segurança e administração penitenciária vai operar a central de monitoramento de imagens na sala do diretor da unidade. As celas têm tamanho padrão de 16 m², banheiro equipado com vaso sanitário, pia e chuveiro com água fria. Cada interno tem o direito a uma tomada de energia e poderá levar ventilador.

As obras de reforma foram concluídas em três meses e custaram cerca de R$ 26 mil. A reforma foi feita com verba do Fundo Especial Penitenciário (Fuesp), com mão de obra feita por  internos em regime semiaberto, que têm o benefício de trabalho extramuros, concedido pela vara. A cada três dias trabalhados, de acordo com o código penal, eles tem um dia a menos de pena a cumprir.

Agência Brasil

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