“Nós sempre teremos Paris” no Teatro do Leblon

Foto divulgação

Sucesso de público e crítica, que estreou em 2012, com apenas 10 mil reais de recursos próprios, “NÓS SEMPRE TEREMOS PARIS”, que tem o título inspirado na clássica frase da cena final de Casablanca, faz temporada no Teatro do Leblon aos sábados, ás 18h, de 8 de abril a 27 de maio. Ambientada num café no Boulevard Montparnasse, a peça de Artur Xexéo e direção de Jacqueline Laurence, com Françoise Forton, Maurício Baduh e mais 2 músicos- violão, acórdeon e teclado- que tocam ao vivo. É uma viagem romântico-musical, com toques de humor, pelo repertório francês mais amoroso do século XX. Em 60 minutos, os atores interpretam 13 canções francesas, entre elas “C’est si bom”, “La vie en rose”, além de 3 versões escritas por Xexéo. “Nós Sempre Teremos Paris é um musical de bolso, uma caixinha de música que conta a história de dois apaixonados, uma história delicada, intimista e absolutamente possível”, detalha Françoise.

“Existe uma aproximação entre as culturas do Brasil e França, no que diz respeito ao pensamento, à poesia e ao sentimento”, diz a diretora Jacqueline Laurence, de nacionalidade francesa. “O texto foi escrito ao mesmo tempo em que eu escolhia as canções. De alguma maneira elas dormiam no meu inconsciente”, completa Xexéo. “Meu pai era francês e minha mãe falava em francês comigo em casa, então é afetivamente um resgate carinhoso de uma época da minha vida”, revela Françoise Forton. O ator Maurício Baduh conta porque aceitou o convite, “A oportunidade de compartilhar o palco com Françoise Forton e tantas emoções com a plateia é algo “irresistible”, inesquecível como aquela tarde naquele Café em Montparnasse, que marcou pra sempre a vida do casal em cena e certamente de tantos outros. Sonhemos. C’est si bon!”.

Na peça os personagens tiveram um encontro casual durante uma viagem de turismo a Paris, passaram a tarde juntos e perceberam que tinham vários interesses em comum. O provável casal se separou. Vinte anos depois voltam ao mesmo café de Paris, na expectativa de um reencontro e de, enfim, retomar o que poderia ser uma história de amor. No período em que os personagens estiveram afastados um do outro, mantiveram uma ligação com aquela tarde através de canções francesas como “La Mer”, “Et Maintenant?” e mais uma dezena de clássicos que formam a trilha sonora de suas vidas. “A prioridade é a interpretação, com a construção do ambiente romântico e humor dentro da cena. A peça é uma história musicada. Com piano, acordeon e violão, o espetáculo traz uma instrumentação mais intimista aliada às músicas que climatizam a cena”, define a diretora Jacqueline Laurence.

“Nós Sempre Teremos Paris” estreou em setembro de 2012, no horário alternativo (terças e quartas) e com previsão de ficar somente 3 semanas em cartaz. Após algumas apresentações, passou a ser encenada também às quintas e logo foi para o horário nobre no Teatro do Leblon. Desde então, foram 12 meses consecutivos de temporada carioca, parte dela com 4 a 5 apresentações por semana. Em seguida a peça fez turnê por diversas cidades como Curitiba, Brasília, Vitória, entre outras, retornou ao Rio em curta temporada e seguiu para São Paulo e agora está de volta para uma curta temporada carioca.

“Sempre acreditei no sucesso da ideia do Eduardo Barata de produzir um pequeno musical que tivesse a canção francesa do século XX como protagonista. Desde sua primeira apresentação deu para perceber que a peça conquista o coração da plateia, de todas as idades, dos 12 aos 90 anos. Desejo o que os nossos personagens desejariam para amigos que estivessem lançando uma peça em Paris: Merde!”, conclui o autor Artur Xexéo.

Serviço

Temporada: De 8 de abril a 27 de maio
Local: Teatro do Leblon- Sala Fernanda Montenegro
Endereço: Rua Conde de Bernadotte, 26- Leblon
Informações: (21) 2529-7700
Horário: sábados às 18h
Ingressos: R$70,00
Classificação: 10 anos
Duração: 60 min

Ficha técnica

Texto: Artur Xexéo
Direção: Jacqueline Laurence
Elenco: Françoise Forton e Maurício Baduh
Direção musical: Marcelo Nogueira

Músicos : Roberto de Britto ( violão) e Gustavo Salgado ( teclado/acórdeon)

 

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