‘O Topo da Montanha’, com Taís Araújo e Lázaro Ramos, estreia no Teatro Sesc Ginástico

Foto: Juliana Hilal

Depois de estrear com enorme sucesso em São Paulo há pouco mais de um ano, a peça O Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, chega ao Rio de Janeiro, no Teatro Sesc Ginástico, em estreia para convidados no dia 20/1/17. A montagem já alcançou a marca de 50 mil espectadores desde a estreia em outubro de 2015, em São Paulo. Muito elogiada pela crítica, a peça foi reconhecida também uma indicação ao Prêmio Shell, de melhor atriz, para Taís Araújo. O público pode assistir O topo da montanha, de 21/1 a 19/2, com ingressos que variam de R$ 6, para Associados Sesc, e R$ 25. A classificação etário do espetáculo é 12 anos.

O Topo da Montanha, montagem que estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway, em 2011, e começou sua trajetória de sucesso, em São Paulo, no dia 09 de outubro de 2015, protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert. Após uma temporada de quase um ano na capital do estado de São Paulo, a montagem já passou, sempre com sessões esgotadas, por Campinas, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Ribeirão Preto.

A encenação que conquistou tantos espectadores relembra que, há quase cinquenta anos, no dia 4 de abril de 1968, o mundo se despedia de Martin Luther King Jr, o pastor protestante e ativista político que se tornou ícone por sua luta pelo amor ao próximo e pelo repúdio à segregação racial norte-americana. Vale lembrar que somente entre 1883 e 1959, cerca de cinco mil negros foram linchados nos estados do Sul do país – e é este o momento histórico que a jovem dramaturga Katori Hall desconstrói na ficção.

O título do espetáculo faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve been to the mountaintop): em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário – um dia antes de seu assassinato na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306, após suas derradeiras palavras públicas –, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.

A escrita, diga-se, faz sentido mesmo quando comparado os dias de hoje à situação política daqueles tempos. Por exemplo, a frase do espetáculo “parem a guerra do Vietnã e comecem a lutar contra a pobreza”, vista sob a ótica do presente ainda parece possível ser proferida e ressalta as características de um líder que “teve a força de amar aqueles que jamais puderam o amar de volta”.

“Este texto me perseguiu como ator por dois anos, por meio de pessoas que diziam que tinha de fazê-lo no Brasil. E é contemporâneo porque é uma história também sobre enfrentar medos. Sobre os trilhos da coragem e do afeto”, resume Lázaro. “Tínhamos muito receio de que o texto fosse americano demais e não tocasse as pessoas. Mas o tempo e uma boa tradução nos convenceram que as questões do amor e da igualdade são relevantes e próximas a todos nós”, complementa Taís.

A boa tradução para o português a que se refere Taís é de Silvio José Albuquerque e Silva, responsável por dar vida a temas universais e ainda envolventes. “Hall revela um líder ao mesmo tempo radical e pragmático, profético e imprevidente, sonhador, sedutor, frágil e, sobretudo, humano”, resume Silvio.

Lázaro e Taís, a dupla que sucumbiu a um líder americano
Também produtores da versão brasileira, Lázaro Ramos e Taís Araújo continuam a trajetória de sucesso ascendente da montagem num caminho de acasos que os levou a ela. O primeiro a vê-la, em Manhatan, foi um amigo do casal que a mencionou a Lázaro Ramos. Mais tarde, o diretor João Falcão apresentou ao ator o texto original, em inglês, ainda se dispondo a dirigi-lo. Feita uma primeira tradução, a conclusão da dupla Taís e Lázaro parecia irrevogável: o script era distante da realidade brasileira e demasiado americano, portanto não envolveria ninguém do lado de baixo da linha do Equador.

Mas o tempo passou, e Lázaro Ramos entrevistaria Joaquim Barbosa. Seu chefe de gabinete, Silvio Albuquerque, admirador e conhecedor de Martin Luther King, entregou uma nova tradução a ele – inicialmente deixada de lado até que Taís a lesse:

“A nova tradução era muito boa e ora eu ri, ora me emocionei. Finalmente fazia sentido e tive a convicção de que era viável para o Brasil. Insisti para que Lázaro a revisse e, mais tarde, com a impossibilidade do João Falcão dirigir, pressionei para que ele a assumisse”, relembra Taís.

“Dirigir não estava em meus planos, principalmente porque conciliar a direção com a atuação era algo que eu sempre disse que não faria. Taís, minha grande parceira de cena e de vida, me convenceu a encontrar e acreditar na força de Martin Luther King”, prossegue Lázaro.

É um encontro, afinal, completo para o casal Taís Araújo e Lázaro Ramos – que à parte a vida conjugal comum, os trabalhos na televisão e no cinema, possuem carreiras sólidas também nos palcos. A carioca Taís Araújo faz desta sua décima peça teatral como atriz e a terceira como produtora – já esteve no elenco de Orfeu da ConceiçãoPersonalíssimaGimba; Liberdade para as BorboletasSolidoresO Método GrönholmAmores, Perdas e Meus VestidosDisse que Disse e Caixa de Areia. Já o soteropolitano Lázaro realizou mais de 20 espetáculos com o Bando de Teatro Olodum de 1994 a 2002, entre eles; Sonhos de Uma Noite de VerãoÓ Pai Ó e Ópera dos 3 Vinténs. Após sair de Salvador, destaque para A MáquinaMamãe Não Pode Saber e o Método Grönholm, além de ter dirigido e escrito os infantis As PaparutasA Menina Edith e a Velha Sentada, bem como esteve à frente da direção dos adultos Campos de Batalha e Namíbia, Não.

O Topo da Montanha, viabilizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, tem como transportadora oficial a Avianca e realização do Sesc Rio, Ministério da Cultura e Governo Federal –  Brasil Ordem e Progresso.

SERVIÇO

O TOPO DA MONTANHA

Estreia: 20/01/2017 (sexta-feira), às 20h
Temporada: 21/1/2017 a 19/02/2017, sextas e sábados às 19h e domingos às 18h
Teatro Sesc Ginástico (513 lugares): Av. Graça Aranha, 187, Centro. Tel.: (21) 2279-4027
Ingressos: R$6 (Associados Sesc), R$ 12 (para jovens até 21 anos, estudantes e maiores de 60 anos) e R$ 25 (inteira)
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Aceita cartões de débito e crédito
Os ingressos serão gratuitos para o público inscrito no PCG – Programa de Comprometimento e Gratuidade
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 90 minutos

Promoções:

– AVIANCA: 30% de desconto sobre a inteira para clientes e funcionários devidamente identificados + um acompanhante.  

Descontos não cumulativos

FICHA TÉCNICA

Texto de Katori Hall
Direção de Lázaro Ramos
Codireção de Fernando Philbert
Tradução de Silvio Albuquerque
Consultoria Dramatúrgica de Angelo Flávio
Assistência de direção Thiago Gomes.
Com Lázaro Ramos e Taís Araújo
Voz Inicial da Mãe de Martin Luther king de Léa Garcia
Preparação vocal de Edi Montecchi
Cenografia de André Cortez
Assistência de Cenografia de Carmem Guerra
Construção Cenário de Ono Zone Estúdio/ Fernando Bretas e Waldir Rosseti
Iluminação de Walmyr Ferreira
Assistência de Iluminação de Marcos Freire
Figurinos de Teresa Nabuco
Trilha sonora de Wladimir Pinheiro
Desenho de Som de Laércio Salles
Projeções de Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
Fotos de estúdio de Jorge Bispo
Fotos de cena de Valmyr Ferreira e Juliana Hilal
Projeto gráfico da Dorotéia Design, Adriana Campos e Tamy Ponczyk
Revisão de Regina Stocklen
Serviços de camareira de Solange Carneiro
Contraregragem de Fabiano Motomoto
Operação de luz de Kadu Moratori
Operação de som e projeção de Fernando Castro
Serviços técnicos de projeção de Bruno Mattos
Supervisão técnica de projeção de Alexandre Bastos – Novamídia
Assistência técnica e de produção de Igor Dib
Assistência de administração de Jandy Vieira
Administração Lei Rouanet de Thiago Oliveira
Produção executiva e administração de Viviane Procópio
Administração geral de André Mello
Direção de produção de Radamés Bruno
Produção da BR Produtora
Produtores associados André Mello, Lázaro Ramos e Taís Araújo
Transportadora Oficial: Avianca
Realização: Sesc Rio, Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil Ordem e Progresso
Lei Federal de Incentivo à Cultura

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