Ohana Azalee, a ‘Rainha Barbada’, lança clipe do batidão ‘Piridrag’ com 20 dragqueens

Vinte drag queens de todos os estilos, tipos e tamanhos, um batidão para ir até o chão e muito close certo. É nesse clima que Ohana Azalee lança o clipe de “Piridrag” nesta segunda, 15, o primeiro hit da cantora e compositora, que, oposta a uma de suas inspirações, a Pablo Vittar, passa longe do estilo princesa e deixa marcado seus traços masculinos, assumindo o título de Rainha Barbada. 

A música brinca com uma certa “concorrência” de atenção amorosa, mas nada de briga. E o clipe, com edição e fotografia eletrizantes, segue o mesmo estilo: 

“Tem muito close, muito agito, podem esperar muita alegria. O clipe transmite isso: é um disputa saudável que termina em amor, digamos assim. É nessa ‘concorrência’ onde a gente descobre amores diferentes”, explica a artista.

Ohana Azalee surgiu há dois anos e é uma criação do tatuador Wallace Oliveira, que optou por deixar a barba à vista, mesmo com maquiagem, na composição. A drag gosta dessa mistura, pois traz uma reflexão sobre o masculino e o feminino, longe de preconceitos.

“O lado positivo de optar por ficar com barba é justamente o nó que a gente dá na cabeça da sociedade, porque a maioria das pessoas não sabe a diferença de uma drag para uma mulher trans, por exemplo. Se deparar com aquela figura feminina, que explora sexualidade e feminilidade, com barba e pernas peludas, faz as pessoas pararem e pensarem. Muitas vezes já fui questionado sobre “O que eu sou” quando estava montada, e é demais poder abrir um canal de interação com as pessoas só por existir”, diz Ohana.

 

Desconstrução e quebra de preconceitos:
A drag nasceu com seu desejo de ser cantora e também de quebrar preconceitos: “Comecei a ser drag na época em que me envolvi com movimentos de militância negra e LGBT. Estava numa fase de quebra de preconceitos e de desconstrução e a Ohana surgiu para me ajudar a ser uma pessoa melhor. Depois eu comecei a pensar um pouco mais no lado artístico, mas no início foi mais por desconstrução mesmo.”

A escolha do nome tem a ver com essa desconstrução. Ela queria um nome africano e encontrou Azalee, que significa menina cantora. Ohana veio da paixão por filmes da Disney e saiu do filme “Lillo & Stitch”.

Inspirações e formação na música:
Formado em artes e fotografia, Wallace, antes de criar Ohana, estudou música desde pequeno e cantava na igreja. Sua formação musical passou por corais, bandas, grupos de vocais de todo tipo de formação.

“Mas eu nunca tive uma preferência musical só. Venho do gospel e tenho um carinho por esse tipo de música, mas tenho calafrio da maioria dos cantores e suas filosofias de vida. Ouço desde pagode até folk.  Eu realmente não tenho critérios!”, diverte-se. 

Eclética na playlist, Ohana tem referências inspiradoras para seu lado artístico em cantoras nacionais como a já citada Pabllo Vittar, e também Glória Groove e Suzy Brasil, e internacionais em Shea Coulé, Tyra Sanches e Bianca Del Rio, todas drag queens de muito sucesso.

Além de “Piridrag”, Ohana prepara um EP com mais quatro músicas que deve ser lançado no fim de janeiro. Entre as faixas estão “Tatuagem” e “Naturalmente”.

“Essa última que tem uma pegada bem sex appeal, vai ser musica para fazer amor e sensualizar muito!”, revela aos risos Ohana, que é autora de todas as faixas.

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