Paes declara Umbanda como patrimônio imaterial da cidade

Foto: Paula Johas/ PCRJ

O prefeito Eduardo Paes declarou a umbanda como patrimônio cultural da cidade, em decreto publicado no Diário Oficial do município nesta terça-feira (08). O reconhecimento foi realizado – após estudos do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) – pela necessidade de políticas públicas de respeito à diversidade religiosa e para lembrar a importância de reflexões sobre as religiões de matriz africana.

A partir desta proteção, o instituto abrirá um cadastro dos terreiros de umbanda da cidade para mapear os locais tradicionais onde a religião, nascida no estado do Rio, é praticada. A primeira instituição cadastrada foi a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio.As religiões de origem africana também são valorizadas no Cais do Valongo, redescoberto e aberto à exposição pública em 2012, e no Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, na Região Portuária.

– Desde 2009, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade tem feito um trabalho para valorizar a cultura africana, tão presente na história do Rio. Esta valorização da umbanda abrirá uma linha de trabalho e pesquisa para aumentar o cadastro dos locais onde a religião é praticada. Com estes estudos, será possível ampliar o leque de conhecimento da manifestação e seu impacto na formação da identidade cultural do carioca – explicou o presidente do IRPH, Washington Fajardo.

Com a inclusão da umbanda, a cidade do Rio de Janeiro conta agora com 54 bens imateriais. Entre eles estão a bossa nova, as escolas de samba, os blocos carnavalescos Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos, a obra literária de Machado de Assis, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho das praias cariocas, as festas de Iemanjá, diversos bares tradicionais da cidade, a tradicional procissão de São Sebastião, a Bênção dos Barbadinhos, as marchinhas do carnaval e o frescobol.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), são considerados patrimônio imaterial práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. 

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