Papa Francisco pode visitar Rússia em breve, diz cardeal

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, viajará para a Rússia entre os dias 20 e 24 de agosto e terá como uma de suas “tarefas” verificar a possibilidade do papa Francisco visitar o país de Vladimir Putin.

Segundo uma entrevista concedida ao jornal italiano “Corriere della Sera”, o número dois do Vaticano afirmou que “com a ajuda de Deus, desejo oferecer alguma contribuição também nesta direção” .

De acordo com Parolin, além desse objetivo, estão na agenda um encontro com Putin e com o Patriarca de Moscou, Cirilo I. “A necessidade e a urgência de buscar a paz e as modalidades que podemos usar para fazer isso estarão, certamente, entre os temas principais das nossas reuniões”, ressaltou o cardeal.

“Neste momento histórico, no qual assistimos a um aumento de tensões e conflitos em várias partes do mundo, a paz constitui para o papa Francisco e para mim pessoalmente uma das prioridades claras e inadiáveis”, disse ainda.

Sobre os conflitos mais graves, que atingem o Oriente Médio, Parolin destacou que a Santa Sé “nutre um especial interesse pela ampla zona oriental da Europa que, além de uma rica tradição cultural e religiosa, tem um papel a desenvolver na busca de uma maior estabilidade do continente e de uma maior unidade incluindo as relações entre Ocidente e Oriente”.

Nesse ponto, ao ser questionado sobre a tensão entre Rússia e Estados Unidos, Parolin destacou que “confia” que ambos os lados “ajam com responsabilidade” e que “seria dramático” se os dois governos deixassem a situação piorar ainda mais.

– A Igreja na Rússia: Desde que assumiu seu Pontificado, em 2013, o papa Francisco vem acelerando o processo de reaproximação entre as igrejas cristãs pelo mundo. Desde então, ele deu passos efetivos com a Igreja Ortodoxa e se reuniu com o Patriarca de Constantinopla.

Bartolomeu I. Mas, a relação com os russos é um pouco mais lenta. Em fevereiro de 2016, Cirilo e Francisco fizeram o primeiro encontro da história entre um líder da Igreja Católica de Roma e da Ortodoxa Russa. A reunião, que demorou 20 anos para ser organizada, ocorreu em Havana, Cuba, e foi saudada pelo governo russo como algo “único, seja do ponto de vista do conteúdo, seja do ponto de vista simbólico”.

As Igrejas Católica e Ortodoxa estão separadas desde o chamado Grande Cisma, ocorrido em 1054. Mas, nos últimos anos, os movimentos dos dois lados para promover a chamada “unidade” dos cristãos vem se fortalecendo entre as diversas vertentes religiosas.

ANSA

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