PF vê irregularidades na empresa que faz segurança em local de chacina no Pará

Foto: Tânia Rêgo

O secretário nacional de Justiça, Astério Pereira dos Santos, revelou hoje (12), durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, que a Polícia Federal (PF) encontrou irregularidades na empresa de segurança Elmo, responsável pela vigilância da Fazenda Santa Lúcia, onde 10 trabalhadores rurais sem terra foram mortos no dia 24 de maio.

Segundo o secretário, a PF verificou que o vigilante Marcos Batista Montenegro, morto a tiros no dia 30 de abril, não está registrado entre os funcionários da empresa. Para defensores dos direitos humanos e integrantes do grupo que ocupava a fazenda, a morte dos 10 sem-terra pode ter sido uma vingança pelo assassinato de Montenegro – ainda que os responsáveis pelo crime ainda não tenham sido identificados.

De acordo com o secretário nacional, a Elmo está em situação regular perante a PF, órgão responsável por autorizar e fiscalizar a atuação das empresas de segurança. Além disso, Montenegro tinha o curso de agente de segurança.

“Mas ele não figurava nos quadros da Elmo. O que foi uma primeira irregularidade constatada pela PF”, disse Santos ao participar da audiência pública que discutiu a chamada Chacina de Pau d’Arco, nome do município onde ocorreu a tragédia. O vigilante foi morto com um tiro na cabeça em uma suposta emboscada cujos responsáveis não foram identificados até agora.

 

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