Plano de segurança no Rio terá apoio de empresários do turismo

Determinado no início deste mês pelo governo federal em meio à escalada da criminalidade no Rio de Janeiro, o novo plano de segurança para o estado terá apoio de empresários ligados ao turismo. A intenção é aproveitar os investimentos que já foram feitos nos últimos anos para que, por meio de ações coordenadas, haja desenvolvimento econômico e geração de empregos.

Para discutir o assunto, representantes de redes hoteleiras e promotoras de eventos participaram nesta quinta-feira (25) de um encontro com os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen. A reunião foi marcada depois que os empresários cariocas enviaram uma carta ao presidente Michel Temer pedindo ações emergenciais para a segurança na cidade, sob o risco de a imagem da cidade a nível internacional continuar se deteriorando.

De acordo com Etchegoyen, o objetivo é finalizar o plano “o mais breve possível”, trabalhando em três vertentes: inteligência, segurança e ações sociais. Nesta sexta-feira (26), ele e Jungmann vão se reunir com Temer para apresentar as linhas gerais do plano, que posteriormente será discutido com o governo estadual. Para os ministros, a promoção de um plano tendo como foco a sustentabilidade vai possibilitar benefícios sociais, reduzindo, por exemplo, o desemprego.

Investimento

O presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, que participou do encontro, disse que a prefeitura da cidade se comprometeu com a aplicação de R$ 200 milhões em uma série de eventos ao longo de um ano. Segundo ele, R$ 50 milhões seriam investidos na comunicação e R$ 150 milhões nos eventos. Cerca de 200 mil novos empregos seriam gerados, de acordo com o empresário.

“O primeiro passo a gente já deu; foi o convencimento da prefeitura de fazer pela primeira vez um investimento a sério em um calendário de eventos permanente, a partir deste ano até o outro ano. A gente pediu um estudo da Fundação Getúlio Vargas para saber o impacto que teria na economia do Rio de Janeiro. Se a gente incrementar apenas 20% sobre uma base que praticamente é zero, a gente tem um impacto econômico de R$ 6,5 bilhões no primeiro ano de trabalho. Então a gente não está precisando de ajuda, a gente está precisando de apoio efetivo para desenvolver um programa que realmente mude a realidade do Rio”, disse.

Segundo Medina, o calendário envolve a ampliação de eventos que já fazem parte da programação turística da cidade, como o Réveillon, o Carnaval e a Maratona do Rio, com um dia a mais, por exemplo. Além disso, todo mês o município receberá um evento importante em áreas como gastronomia, arte de rua e música.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), os grandes eventos dos últimos anos trouxeram investimentos de pelo menos R$ 30 bilhões à cidade, em recursos públicos e privados. Vinícius Lummertz, presidente da Embratur, defendeu que a sustentabilidade de um projeto de segurança da cidade passe também pelo econômico, social e, “evidentemente, pelo emprego”.

Segundo Etchegoyen, o planejamento para a cidade no campo social terá como foco a parte da sociedade que está marginalizada. “As ações sociais [do plano de segurança] estão voltadas principalmente para a população que está permanentemente tiranizada pelo tráfico nas comunidades em que vivem e, eventualmente, trabalham”, disse.

Agência Brasil

Joias Nativas

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here